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Felipe González não é autorizado a ver oposicionista preso e deixa Venezuela

Ex-presidente espanhol vai à Colômbia após ser impedido de comparecer a audiência

González, com Lilian Tintori, mulher do opositor Leopoldo López.

O ex-presidente do Governo (primeiro-ministro) espanhol Felipe González abandonou nesta terça-feira a Venezuela depois de não receber autorização do Governo chavista para visitar o oposicionista Leopoldo López na prisão de Ramo Verde, onde está detido há mais de um ano, ou para comparecer à audiência judicial do processo movido contra ele, marcada para quarta-feira. O anúncio de que o espanhol regressou a Bogotá (Colômbia) foi feito por Omar Estacio, advogado do também oposicionista Antonio Ledezma, prefeito de Caracas.

González, considerado persona non grata pelo Governo de Nicolás Maduro, chegou à capital venezuelana no domingo para participar da defesa dos líderes oposicionistas venezuelanos López e Ledezma, ambos presos. Sua primeira parada na Venezuela foi na residência da família López, onde se reuniu com a equipe de advogados da defesa. Ao sair disse que a “Venezuela necessitava de muito diálogo”, mas aplaudiu o “gesto bom” do presidente Nicolás Maduro ao mostrar sua intenção e convocar eleições este ano.

“Eu gostaria de encontrar um país onde não houvesse bons e maus”, disse González, que não quis, porém, fazer comentários sobre as manifestações convocadas pelos governistas contra sua visita. O ex-presidente do Governo espanhol conseguiu, depois de uma hora de espera de autorização das autoridades, visitar Ledezma, que está sob prisão domiciliar.

Na segunda-feira, González se reuniu com membros da oposicionista Mesa da Unidade Democrática (MUD) com a finalidade de analisar a situação política venezuelana, tendo em vista as possíveis eleições previstas para o final do ano. O presidente Maduro instou o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) a convocar as eleições. Desde que aterrissou em Caracas, González elogiou em várias ocasiões o gesto de Maduro e insistiu na necessidade de diálogo.

A viagem também incluiu uma visita ao jornalista Teodoro Petkoff, do semanário Tal Cual, a quem entregou o prêmio Ortega y Gasset, que não pôde receber em maio porque o Governo não o autorizou a sair do país.

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