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Nicolás Maduro oferece a Barack Obama um diálogo condicionado

O presidente venezuelano exige os EUA desmontem sua “maquinaria de guerra"

Cidade do Panamá - 11 abr 2015 - 22:48 UTC
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.Alejandro Ernesto / EFE

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reiterou este sábado no Panamá sua disposição de “estender a mão” ao norte-americano Barack Obama para tentar retomar as desgastadas relações entre Caracas e Washington.

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“Estou disposto a falar com o presidente Obama com respeito e sinceridade quando ele quiser”, disse Maduro durante a Cúpula das Américas, com outros presidentes latino-americanos de testemunha.

Mas há condições para o diálogo. Concretamente, o presidente venezuelano pôs vários requisitos sobre a base de que os Estados Unidos devem reconhecer a “soberania e independência” da Venezuela. Isso implica, ressaltou, abolir o “desproporcional e irracional” decreto que declarou Caracas como uma “ameaça” aos interesses de Washington e também desmontar a “máquina de guerra psicológica, econômica, política e militar” que segundo ele os Estados Unidos dirigem de sua embaixada na capital venezuelana.

Maduro afirmou diante dos presidentes que enviou mensagens “públicas e privadas” ao presidente dos Estados Unidos

Maduro assegurou que, desde que assumiu a presidência da Venezuela em 2013, enviou reiteradas mensagens “públicas e privadas” ao presidente Barack Obama para buscar uma forma de retomar as relações bilaterais, agora mais tensas por causa das sanções norte-americanas. Obama “nunca respondeu”, lamentou perante os mandatários. O norte-americano já tinha saído da sala.

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