Operação Lava Jato

Parlamentares da Lava Jato poderão ser convocados para a CPI da Petrobras

Pedidos de convocação serão votados nesta terça-feira Comissão espera ouvir o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco

Deputados discutem na primeira reunião da CPI.
Deputados discutem na primeira reunião da CPI.William Sant'ana / Câmara dos Deputados

Nesta segunda-feira, PSOL e PPS protocolaram pedidos para que os parlamentares citados na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fossem convocados para prestar depoimentos na CPI da Petrobras. Os pedidos serão avaliados nesta terça pela manhã, quando acontece a segunda reunião da comissão. Eduardo Cunha, presidente da Câmara, um dos citados, já havia se colocado à disposição para depor na própria sexta, quando a lista foi divulgada.

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"Diante dos novos fatos da Lava Jato, tudo o que foi aprovado na semana passada precisa ser redimensionado. É preciso estabelecer outra ordem de prioridade para os depoentes", afirmou o deputado Ivan Valente, líder do PSOL na Câmara.

Segundo ele, o partido também protocolará nesta terça-feira, na sessão deliberativa do Plenário, um projeto de Resolução para que todos os membros da Mesa Diretora, do Conselho de Ética e presidentes de Comissão que estejam envolvidos na Lava Jato sejam afastados imediatamente dessas suas funções. O pedido, entretanto, tem que ser colocado para votação na Casa e a ordem do que é votado é decidida por Cunha, como presidente da Câmara. Como ele seria afetado diretamente pela aprovação do projeto, a avaliação no Congresso é de que dificilmente o pedido será apreciado.

A segunda-feira, primeiro dia de atividades após a divulgação da lista de Rodrigo Janot, foi tranquila no Congresso. Poucos parlamentares compareceram ao Plenário, que teve sessão não-deliberativa. Um contraste do ritmo que esta próxima semana deverá ter na Casa.

Na terça pela manhã, o ex-gerente da Petrobras e delator da Lava Jato Pedro Barusco deve depor na segunda reunião da CPI da Petrobras. Ele é o primeiro a ser ouvido na comissão. No depoimento de delação, ele afirmou que o esquema existia desde 1997 e acusou o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, de ter recebido até 200 milhões de dólares de propina para o partido — o PT e o tesoureiro negam.

A advogada de Vaccari pediu para que o depoimento dele à CPI seja secreto — se aprovado, apenas Parlamentares poderão participar. O pedido será avaliado na comissão, na própria manhã de terça.

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