Rússia prende duas pessoas pelo assassinato do opositor Nemtsov

Os dois suspeitos são do norte do Cáucaso, segundo autoridades

Dois suspeitos de assassinar o líder da oposição na Rússia, Boris Nemtsov, foram detidos neste sábado, segundo o chefe do Serviço Federal de Segurança da Rússia, Alexander Bortnikov. Nemtsov morreu após receber quatro tiros nas costas em 27 de fevereiro, à noite, diante do Kremlin.

Bortnikov disse que os detidos procedem do Cáucaso, mas não especificou a origem exata nem o local onde foram efetuadas as prisões dos suspeitos, identificados como Zaur Dadaiev e Anzor Gubashev. O dirigente disse que o presidente do país, Vladimir Putin, foi informado das prisões, e uma fonte policial citada pela agência Interfax declarou que os responsáveis pelo crime podem estar no exterior.

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Nemtsov havia contatado o chefe do Comitê de Investigação da Rússia, Alexander Bastrykin, em julho de 2014, para denunciar as ameaças anônimas que recebia. A queixa foi encaminhada a Yaroslavl, onde ele era deputado, mas o responsável pela polícia local se negou a dar andamento ao caso. Segundo a diretora de The New Times, Yevguenia Albats, aquela não foi a única vez em que Nemtsov denunciou ameaças.

Milhares de pessoas marcharam no último dia 1 de março em homenagem a Nemtsov no centro de Moscou.

De acordo com a ativista Olga Shorina, Nemtsov havia manifestado a intenção de ir a Ivanovo para convencer os pais de 17 paraquedistas russos mortos no leste da Ucrânia a falarem publicamente sobre a morte dos filhos. Em Ivanovo fica estacionada a 98ª divisão de paraquedistas, à qual pertenciam os soldados mortos. Em Kiev, Anna Duritskaia, a acompanhante de Nemtsov no momento do atentado, foi posta sob proteção policial por ter recebido ameaças.

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