Soldado espanhol morre em um incidente entre Israel e o Hezbollah

Militar foi morto durante um bombardeio na região da fronteira entre Israel e o Líbano Foi neste país onde ocorreram as três últimas mortes de militares espanhóis no exterior

Vídeo: EL PAÍS LIVE / Foto: K. DAHER (REUTERS)

Um soldado espanhol morreu atingido por granadas de morteiro israelenses no Líbano, segundo informaram fontes militares. O militar estava na posição 428 sobre a Linha Azul, na aldeia de Ghayar, na zona fronteiriça entre Líbano e Israel onde estão as tropas da ONU. O fogo de morteiro procede do Exército israelense em resposta a um ataque prévio do movimento xiita libanês Hezbollah. O incidente aconteceu na manhã desta quarta-feira, a cerca de 20 quilômetros de Marjayoun, que é onde está a base do contingente espanhol, composto por 500 soldados. Foi no Líbano que ocorreram as três últimas mortes de militares espanhóis no exterior.

O militar, identificado como Francisco Javier Soria Toledo, tinha 36 anos, era casado e seria pai em breve. Ele estava no Exército espanhol desde 2004. O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, lamentou a morte do soldado, por meio de mensagem publicada em sua conta no Twitter.

Fontes da missão das Nações Unidas na região, a Força Provisória das Nações Unidas no Líbano (FPNUL) , na qual está enquadrado o contingente espanhol, também confirmaram a notícia. A missão enviou uma equipe médica à região, mas ela não pôde fazer nada porque o militar já estava morto ao chegarem ao local do incidente, onde continuavam a ocorrer confrontos no início da tarde.

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O ataque aconteceu quando milicianos do Hezbollah, considerado grupo terrorista pela União Europeia, dispararam vários mísseis antitanque contra um comboio do Exército israelense do território libanês. As Forças de Defesa Israelenses (IDF, na sigla em inglês) responderam com o lançamento de 25 foguetes na zona das Fazendas de Shebaa, região fronteiriça disputada por Síria, Líbano e Israel.

O bombardeio aconteceu 10 dias depois que helicópteros israelenses atacaram um comboio do Hezbollah, aliado do regime de Bashar al-Assad, no setor sírio das colinas de Golã, na localidade de Quneitra, matando seis milicianos e um comandante da Guarda Revolucionária Iraniana. Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah prometeu vingar o ataque sem descartar represálias por qualquer intervenção israelense no território sírio.

“Fomos nós. O grupo Os Mártires de Quneitra realizou a operação contra os israelenses na zona ocupada de Shebaa. Há um espanhol com ferimentos graves”, afirmava em uma conversa telefônica Rana Saara, da oficina de informação do Hezbollah. Em um comunicado divulgado pela milícia, no qual afirmava ter “destruído vários veículos deixando vários mortos nas fileiras inimigas”.

A última guerra entre o Hezbollah e o Exército israelense foi em julho de 2006 e durou 33 dias. Nela morreram 1.244 civis (44 israelenses), 126 soldados de Israel e cerca de 600 combatentes do Hezbollah.

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