_
_
_
_

Hollande: “Os muçulmanos são as primeiras vítimas do fanatismo”

O presidente francês diz que a França protegerá todas as religiões

Carlos Yárnoz
O presidente Hollande, no Instituto do Mundo Árabe.
O presidente Hollande, no Instituto do Mundo Árabe.IAN LANGSDON (AFP)

O presidente da França, François Hollande, destacou nesta quinta-feira que a população muçulmana é a primeira vítima do fanatismo e do fundamentalismo e pediu que seja combatido com firmeza qualquer ato que ataque essa religião ou as outras.

“O islamismo radical se alimenta de todas as contradições, de todas as influências, misérias, desigualdades, de todos os conflitos não resolvidos há tempo demais, e os muçulmanos são as primeiras vítimas do fanatismo, do fundamentalismo e da intolerância”, disse o chefe de Estado.

Mais informações
Hollande anuncia reforço da operação militar contra o jihadismo
“Agressores fracassaram redondamente”
Humorista francês é detido por piada sobre atentados de Paris
As charges do ‘Charlie Hebdo’ em português

Seu discurso inaugurou o primeiro fórum internacional Reinvenções do Mundo Árabe, em Paris, onde foi destacada a importância de não colocar no mesmo saco os muçulmanos e os autores dos ataques da semana passada na França, que fizeram 17 vítimas --sendo 12 no jornal Charlie Hebdo, quatro em um mercado judaico e uma policial. O presidente francês recordou a foto feita por uma jornalista síria, Zaila Erhaim, muito compartilhada nas redes sociais, e que mostra no meio das ruínas da cidade de Aleppo um cartaz com o slogan “Je suis Charlie”. Hollande enxergou na imagem um “símbolo de solidariedade” entre franceses e muçulmanos “contra o terror”.

“Precisamos recordar que o islamismo é compatível com a democracia, que precisamos rejeitar as equiparações falsas e as confusões. Os franceses de confissão muçulmana têm os mesmos direitos e deveres que todos os cidadãos. Devem ser protegidos”, acrescentou Hollande.

Ele destacou que “a ordem republicana deve ser exercida com firmeza frente àqueles que se posicionam contra todos os locais de culto, como sinagogas, mesquitas e igrejas”, e insistiu que atos antissemitas e antimuçulmanos “devem ser não apenas denunciados, mas castigados severamente”.

A França, segundo seu presidente, é “um país amigo, mas um país com regras, princípios e valores”, entre os quais figura um que ele qualificou como inegociável, tanto agora como no futuro: “A liberdade, a democracia”.

Hollande reiterou seu desejo de que o que aconteceu não dificulte o desenvolvimento dos intercâmbios econômicos, culturais e universitários com o mundo árabe e adiantou que vai propor a seus sócios europeus “novas orientações” para melhorar a cooperação entre os dois lados.

Tu suscripción se está usando en otro dispositivo

¿Quieres añadir otro usuario a tu suscripción?

Si continúas leyendo en este dispositivo, no se podrá leer en el otro.

¿Por qué estás viendo esto?

Flecha

Tu suscripción se está usando en otro dispositivo y solo puedes acceder a EL PAÍS desde un dispositivo a la vez.

Si quieres compartir tu cuenta, cambia tu suscripción a la modalidad Premium, así podrás añadir otro usuario. Cada uno accederá con su propia cuenta de email, lo que os permitirá personalizar vuestra experiencia en EL PAÍS.

En el caso de no saber quién está usando tu cuenta, te recomendamos cambiar tu contraseña aquí.

Si decides continuar compartiendo tu cuenta, este mensaje se mostrará en tu dispositivo y en el de la otra persona que está usando tu cuenta de forma indefinida, afectando a tu experiencia de lectura. Puedes consultar aquí los términos y condiciones de la suscripción digital.

Mais informações

Arquivado Em

Recomendaciones EL PAÍS
Recomendaciones EL PAÍS
_
_