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Polícia francesa procura possíveis cúmplices dos terroristas

O Governo disponibiliza 15.000 agentes e soldados para proteger os "pontos sensíveis"

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Soldado patrulha a Torre Eiffel em 10 de janeiro.
Soldado patrulha a Torre Eiffel em 10 de janeiro.ETIENNE LAURENT (EFE)

A França manterá o plano antiterrorista Vigipirate para encontrar possíveis cúmplices relacionados ao ataque contra o jornal satírico Charlie Hebdo e o posterior sequestro em um supermercado judaico, que resultaram em 17 mortos no total. Foi o que destacou nesta segunda-feira o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, em uma entrevista à rede de rádio francesa RMC e à televisão BFM, na qual também anunciou que as medidas de segurança em sinagogas, escolas judaicas e mesquitas serão reforçadas com o deslocamento de cerca de 5.000 policiais. O Governo decidiu também mobilizar 10.000 militares para reforçar “os pontos sensíveis”.

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“Consideramos que há possíveis cúmplices”, afirmou Valls, apesar de evitar dar mais detalhes sobre a operação. “O rastreamento continua”, disse. Perguntado por Hayat Boymedienne, a esposa do terrorista Amedy Coulibaly, responsável pela captura dos reféns em um supermercado judaico, afirmou que está “provavelmente na Turquia ou na Síria”, como confirmou a polícia. De concreto, sabe-se que a mulher tomou um voo de Madri a Istambul em 2 de janeiro passado. “Há imagens das câmeras de segurança”, explicou uma fonte policial a Le Figaro. Permaneceu na Turquia até 8 de janeiro, quando continuou sua viagem para a Síria, segundo destacou o ministro turco das Relações Exteriores, Mehmet Çavusoglu, à imprensa turca.

“A esposa de Coulibaly veio à Turquia saindo de Madri; temos imagens do aeroporto. Depois ficou, com outra pessoa, em um hotel de Kadiköy (Istambul) e em 8 de janeiro viajou para a Síria. Isso fica claro nos registros telefônicos”, disse o ministro. Segundo o jornal turco Hürriyet, Boumedienne se hospedou dois dias no hotel Bade de Kadiköy, no lado asiático de Istambul, e então se deslocou a Akçakale, localidade fronteiriça no sudeste do país, de onde passou para a Síria. A suposta jihadista viajou em companhia de um homem chamado Mehdi Sabri Belhoucine, e ambos saíram do hotel apenas duas vezes durante sua estadia em Istambul, afirma o diário Habertürk. O jornal Hürriyet destaca que os serviços secretos turcos têm provas de que Boumedienne se encontra agora na Síria, país no qual entrou ilegalmente.

O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, garantiu aos pais de alunos de uma escola judaica em Montrouge, bairro ao sul de Paris onde foi assassinada uma agente policial em 8 de janeiro, que “serão protegidas as 717 escolas e locais de culto judaicos com 4.700 policiais”.

O destacamento militar, por sua vez, ocorrerá entre segunda e quarta-feira e deve mobilizar 10.000 agentes, o mesmo número de soldados que o país tem no exterior. A decisão foi tomada no gabinete de crise realizado nesta segunda-feira pela manhã no Eliseu, sob a direção do presidente francês, François Hollande.

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