Atentado contra o Charlie Hebdo

Al Qaeda ameaça França com mais ataques

Paris decide manter o nível de alerta máximo antiterrorista

Agências
Fotograma do vídeo divulgado pela Al Qaeda com novas ameaças contra França.
Fotograma do vídeo divulgado pela Al Qaeda com novas ameaças contra França.

Um dos líderes da Al Qaeda na Península Arábica (AQPA) ameaçou a França com mais atentados como o ocorrido na quarta-feira contra o jornal satírico Charlie Hebdo, e que resultou em outros ataques com reféns na sexta-feira causando um total de 20 mortos, incluindo os terroristas. Os responsáveis pelo ataque confessaram pertencer à Al Qaeda antes de serem mortos.

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Harith al Nadhari, um dos líderes da AQPA, alertou os franceses em um vídeo divulgado na Internet depois da morte dos terroristas que “não estarão seguros enquanto continuem lutando contra Alá, contra sua mensagem e seus fiéis”, segundo informações do portal SITE, que monitora jihadistas.

Paris decidiu manter o país no nível de alerta máximo antiterrorismo, segundo anunciou neste sábado o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve. “Estamos, devido ao contexto, expostos a riscos. Portanto, é importante que o Vigipirate,decretado para a região de Ille de France e que foi estendido com ações específicas para o resto do país, continue nas próximas semanas”, declarou Cazeneuve depois que o gabinete da crise se reuniu esta manhã no Palácio do Eliseu. O Vigipirateé um dispositivo permanente de vigilância, prevenção e proteção na França de luta contra o terrorismo que está sob as rédeas do primeiro-ministro Manuel Valls.

Horas antes, outro membro da AQPA reivindicou, em declarações à agência de notícias norte-americana AP, a autoria do atentado contra o Charlie Hebdo, explicando que foi uma “revanche pela honra” do profeta Maomé. Além disso, indicou que a AQPA escolheu a França “por seu evidente papel na guerra contra o Islã e nações oprimidas”, alertando que ao “proteger os blasfemadores terá um preço alto e uma dura punição”.

O atentado contra o Charlie Hebdo aconteceu na quarta-feira pela manhã quando os irmãos Chérif e Said Kouachi invadiram a redação disparando contra todas as pessoas que encontraram no caminho, deixando 12 mortos e 11 feridos.

Chérif Kouachi havia sido condenado em 2008 a três anos de prisão por pertencer a uma célula de alistamento de jihadistas para a Al Qaeda no Iraque. Seu irmão mais velho, segundo afirmou na sexta-feira à polícia, recebeu treinamento militar dessa mesma organização no Iêmen.

Em busca da namorada do terrorista

A polícia francesa continua à procura de Hayat Boumeddiene, de 26 anos, suposta namorada de Amedy Coulibaly, suspeito de ter invadido um supermercado judeu em Paris na sexta-feira, que resultou em sua morte e também no falecimento de quatro reféns. As forças de segurança divulgaram sua foto junto à de Coulibaly e pediram a colaboração de cidadãos para localizá-la.

Coulibaly conheceu Boumeddiene antes de sua prisão. Ela também é vinculada à organização radical de Beghal, um grupo de delinquentes criado sob inspiração do movimento liderado por Djamel Beghal, condenado por terrorismo e considerado uma seita dentro da comunidade Salafi.

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