Ex-gerente da Petrobras confirma denúncias ao Ministério Público

Venina da Fonseca presta depoimento por cinco horas em Curitiba Ex-funcionária teria alertado a atual diretoria da Petrobras sobre ilícitos desde 2008

Venina da Fonseca em cerimônia no Palácio do Planalto com o então vice-presidente da república José Alencar, em 2007.
Venina da Fonseca em cerimônia no Palácio do Planalto com o então vice-presidente da república José Alencar, em 2007.DIDA SAMPAIO / ESTADÃO CONTEÚDO

Agora as denúncias de Venina Velosa da Fonseca são oficiais. Após o jornal Valor Econômico revelar que a ex-gerente da diretoria de Refino e Abastecimento da Petrobras tentou alertar os diretores da empresa sobre ilícitos desde 2008, a própria Venina confirmou ao Ministério Público Federal, durante depoimento de cinco horas, que o comando da estatal, incluída a atual presidenta, Graça Foster, sabia das irregularidades denunciadas.

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Em entrevista ao portal G1, o advogado da ex-gerente, Ubiratan Mattos, disse que Venina está sofrendo “um assédio moral muito forte” desde que as suas denúncias vieram a público. Segundo ele, a ex-funcionária da empresa, que foi afastada no início do mês após auditoria interna, está “num estado de vulnerabilidade muito forte” desde que voltou de Cingapura, onde vive desde 2010, quando foi transferida para o escritório da Petrobras naquele país.

Mattos disse que o objetivo do depoimento desta sexta-feira, prestado para uma força-tarefa de procuradores que atuam na Operação Lava Jato, teve por objetivo garantir a segurança da cliente, já que ela tem informações muito importantes. Além de entregar documentos -- como cópias de e-mails e de relatórios internos -- aos procuradores, a ex-gerente da estatal teria deixado inclusive seu computador com os investigadores. Venina ainda deve falar em fevereiro ao juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância.

Venina da Fonseca teria alertado os superiores, durante um período de seis anos, sobre irregularidades no total de 58 milhões de reais em serviços de comunicação e sobre o aumento de 4 bilhões de dólares (10 bilhões de reais) para 18 bilhões de dólares (45 bilhões de reais) no orçamento para a construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, entre outras denúncias.

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