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Alibaba cria os homens mais ricos da China e do Japão

O gigante chinês do comércio eletrônico está prestes a concluir o processo que o levará a ser cotado em Wall Street na sexta-feira

Jack Ma, fundador do Alibaba, após reunião com investidores.
Jack Ma, fundador do Alibaba, após reunião com investidores. REUTERS

O Alibaba já tem todos os pedidos em carteira para poder definir, no encerramento de Wall Street nesta quinta-feira, o preço final da oferta de ações, na estreia bursátil mais aguardada desde o Facebook e com o que ultrapassará em arrecadação o recorde do Visa. Uma operação que vai colocar o chinês Jack Ma, fundador do conglomerado tecnológico, e o japonês Masayoshi Son, do Softbank, entre os dez homens mais ricos da Ásia.

Este híbrido de Amazon, eBay, Twitter, Google e Netflix pode arrecadar até 21,8 bilhões de dólares (50 bilhões de reais) se for listado, a partir de sexta-feira, no ponto mais alto da banda oferecida aos investidores na segunda-feira, que oscila entre 66 e 68 dólares por ação. Quantidade que poderia passar de 24 bilhões se os bancos que dirigem a operação decidirem exercer seus direitos. O valor da empresa chega a 165,5 bilhões.

O Alibaba será, assim, uma das maiores empresas do setor tecnológico mundial e com isso criará as duas maiores fortunas do Japão e da China. O Softbank, que acabou de comprar a norte-americana Sprint, é o maior acionista do Alibaba, com 34% do capital. Controla quase 800 milhões de ações da sociedade chinesa, no valor de 54,2 bilhões de dólares se for mantido o preço máximo da banda.

Seu fundador Masayoshi Son será, com isso, o homem mais rico do Japão. Na verdade, já desbancou Tadashi Yanai, fundador da empresa têxtil dona da Uniqlo. De acordo com dados da Bloomberg, a riqueza pessoal de Son chega a 16,6 bilhões de dólares, graças ao aumento das ações do Softbank antes da oferta do Alibaba. A fortuna de Yanai é estimada em 16,2 bilhões de dólares, de acordo com a última lista.

Professor de escola

Jack Ma é o terceiro maior acionista do Alibaba, com quase 9% das ações. Controla 206 milhões de ações, por um valor máximo de 14 bilhões. Mas a fortuna pessoal desse professor convertido em empresário chega a 21,9 bilhões, acima dos 15,8 bilhões de Robin Li, fundador do rival Baidu. O outro beneficiado é Joseph Tsai, vice-presidente, que controla 3,6% da sociedade.

O caso do Alibaba é mais um exemplo da rapidez com que as grandes fortunas asiáticas geram riqueza. Os maiores magnatas estão em Hong Kong. São gente como o investidor Li Ka-Shing, com 31,7 bilhões e o empreendedor imobiliário Lee Shau-kee, com 25,4 bilhões. Atrás deles vem o empresário indiano Mukesh Ambai, com 22,8 bilhões, cuja posição pode ser tomada por Jack Ma na sexta-feira. Masayoshi Son é o nono.

A visão de Jack Ma foi entendida há uma década por Jerry Yang, co-fundador do Yahoo!. Ele investiu 1 bilhão de dólares em 2005, cinco anos depois dos 20 milhões do Softbank. O portal norte-americano é atualmente o segundo maior acionista, com 23% do capital. Essa injeção de liquidez vai aportar um retorno de 9,5 bilhões quando forem lançados 140 milhões de títulos no momento da oferta na sexta-feira.