CRISE NA UCRÂNIA

Poroshenko assegura que os rebeldes libertaram 1.200 prisioneiros de guerra

O cessar-fogo acordado entre Kiev e os separatistas na sexta-feira inclui a troca de prisioneiros

VÍDEO: REUTERS LIVE (reuters_live)

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, assegurou nesta segunda-feira que os rebeldes pró-russos libertaram 1.200 prisioneiros de guerra desde a entrada em vigor do cessar-fogo decidido na última sexta-feira. A liberação de reféns é um dos 12 pontos incluídos no acordo.

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“Conseguimos libertar 1.200 reféns”, disse Poroshenko, citado pelos meios locais, depois de sua chegada à cidade de Mariupol, sede provisória do governo regional de Donetsk. Poroshenko chegou nesta segunda-feira à zona de conflito, no quarto dia desde que os dois lados chegaram a um acordo em Minsk (Belarus) para acabar com as hostilidades. “Já estamos em Mariupol. Esta é nossa terra e não a entregaremos a ninguém. Viva a Ucrânia!”, disse. O presidente também deu informações sobre o resgate de outros 33 soldados ucranianos cercado pelos insurgentes.

As forças de segurança ucranianas indicaram nesta segunda que a situação na zona é estável, embora durante a noite tenham ocorrido tentativas de aproximação a Mariupol por parte dos insurgentes pró-russos. Os dois lados, os militares ucranianos e os separatistas, se acusaram mutuamente de ter violado a trégua decidida em Minsk. Apesar destes enfrentamentos, as autoridades dos dois lados tentam minimizar a situação com o objetivo de evitar que o processo de paz fracasse.

Além do cessar-fogo que, segundo o documento aceito em Minsk, deve ser verificado pela OSCE, o protocolo engloba a liberação dos prisioneiros (ponto 5) e medidas para melhorar a situação humanitária (ponto 8). Outra das medidas incluídas é a “descentralização do poder” (ponto 3), cuja redação pode servir para diferentes interpretações.

As outras medidas que estão no protocolo são a supervisão da fronteira russo-ucraniana por parte da OSCE e a criação de uma “zona de segurança nas regiões limítrofes” (4), a “inadmissibilidade de perseguir e castigar pessoas em relação ao acontecimentos ocorridos” na zona de conflito (6), a continuidade “do diálogo nacional” (7), a realização de eleições locais antecipadas (9), a adoção de um “programa econômico para a reconstrução de Donbas” (11) e garantias à segurança pessoal dos participantes nas negociações (12).