Os Estados Unidos confirmam a morte do líder da milícia somali Al Shabab

Ahmed Godane era o alvo de um ataque norte-americano realizado na segunda-feira no sul da Somália

O líder de Al Shabab, Ahmed Godane, morto na segunda-feira.
O líder de Al Shabab, Ahmed Godane, morto na segunda-feira.

O Pentágono confirmou na sexta-feira a morte do líder do grupo extremista somali Al Shabab, Ahmed Godane, alvo de um ataque militar norte-americano em 1º. de setembro no sul da Somália.

“Confirmamos que Ahmed Godane, o cofundador da Al Shabab, morreu”, declarou o porta-voz do Pentágono, John Kirby, em nota.

Tanto o Departamento de Defesa como a Casa Branca qualificaram a morte de Ahmed Abdi al Mohammed, também conhecido como Ahmed Godane, como uma “enorme perda simbólica e operacional” para a força islâmica, principal afiliada da Al Qaeda na África.

Apesar desse “importante passo adiante na luta contra a Al Shabab”, os Estados Unidos continuarão fazendo uso de todas as ferramentas a seu alcance, “financeiras, diplomáticas, de inteligência e militares”, para combater a ameaça terrorista que a Al Shabab e outros grupos da região significam para pessoas e interesses norte-americanos, prometeu a Casa Branca.

“Continuaremos fazendo o que for necessário para proteger os norte-americanos”, salientou o próprio presidente Barack Obama ao término da cúpula da OTAN em Newport, no País de Gales.

Seu porta-voz, Josh Earnest, havia ressaltado nesta semana que a Al Shabab tem “tanto o desejo como a capacidade” de atacar objetivos fora das fronteiras da Somália.

Godane, que dirigia a Al Shabab desde 2007, era um dos oito terroristas mais procurados pelos EUA, que oferecia até sete milhões de dólares por qualquer pista que levasse a sua captura ou morte.

Na segunda-feira, o Pentágono confirmou que forças especiais haviam realizado uma operação com aviões tripulados e drones contra um “acampamento” da Al Shabab no centro-sul da Somália, na região do Baixo Shabelle. Na operação, durante a qual foram lançados “numerosos” mísseis ar-terra Hellfire e munição guiada por laser, destruiu-se um veículo no qual possivelmente se encontrava Godane, embora sua morte tenha levado quase uma semana para ser confirmada – um objetivo que os EUA vinham perseguindo a tempos de forma infrutífera.

A Al Shabab reivindicou numerosos atentados nos últimos anos, incluído o ataque de 2013 contra um shopping center de Nairóbi (Quênia), que deixou mais de 70 mortos.

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