_
_
_
_
Crise do Governo na França

Hollande pede que Valls forme um Governo “coerente e solidário”

O novo Executivo francês será anunciado nesta tarde em meio à crise de Governo

Carlos Yárnoz

Tu suscripción se está usando en otro dispositivo

¿Quieres añadir otro usuario a tu suscripción?

Si continúas leyendo en este dispositivo, no se podrá leer en el otro.

¿Por qué estás viendo esto?

Flecha

Tu suscripción se está usando en otro dispositivo y solo puedes acceder a EL PAÍS desde un dispositivo a la vez.

Si quieres compartir tu cuenta, cambia tu suscripción a la modalidad Premium, así podrás añadir otro usuario. Cada uno accederá con su propia cuenta de email, lo que os permitirá personalizar vuestra experiencia en EL PAÍS.

En el caso de no saber quién está usando tu cuenta, te recomendamos cambiar tu contraseña aquí.

Si decides continuar compartiendo tu cuenta, este mensaje se mostrará en tu dispositivo y en el de la otra persona que está usando tu cuenta de forma indefinida, afectando a tu experiencia de lectura. Puedes consultar aquí los términos y condiciones de la suscripción digital.

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, junto ao presidente Hollande.
O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, junto ao presidente Hollande.Christophe Ena (AP)

O presidente da França, François Hollande, exigiu do primeiro-ministro Manuel Valls que o novo Governo do país seja “coerente e solidário”, o que pode ser entendido como o desejo de um gabinete sem vozes discrepantes que manifestem em público suas ideias contrárias às linhas políticas mais importantes do Executivo. São essas divergências internas que, na segunda-feira, provocaram uma crise de Governo sem precedentes na França: a demissão de todo o gabinete apresentado por Valls, que durou apenas 147 dias no poder, e não só daqueles poucos ministros mais críticos. Hollande e Valls, que têm mantido contato permanente desde domingo, fecharão a composição do novo Governo no início desta tarde.

A crise culminou na segunda-feira com a auto-exclusão pública de três ministros: Arnaud Montebourg, da Economia; Benoît Hamon, da Educação; e Aurélie Filippetti, da Cultura. Os três se adiantaram à vontade da dupla Hollande-Valls de afastá-los do Governo. As críticas públicas de Montebourg e Hamon às profundas reformas econômicas empreendidas por Hollande e executadas por Valls foram a gota d’água que resultou no atual cenário político em pleno período de fim de recesso.

Ainda na segunda-feira, Filippetti declarou à rede de televisão BMFTV que a decisão de comunicar a Valls seu desejo de não integrar o próximo Governo “foi muito difícil”, mas afirmou que discorda do desequilibrado reparte do ajuste previsto nas reformas. De fato, o Pacto de Responsabilidade apresentado por Hollande prevê para as empresas algumas vantagens fiscais e de contribuições sociais em um total de 41 bilhões de euros (123 bilhões de reais), enquanto para as famílias estão sendo planejados descontos fiscais da ordem de 5 bilhões de euros. Esse foi o principal argumento empunhado por dezenas de deputados socialistas rebeldes para se opor às reformas, e que, na segunda-feira, foi reiterado por Montebourg em seu discurso de despedida.

As apostas sobre a nova composição do Executivo são escassas e discrepantes. A maioria delas coincide em apenas um ponto: a hipótese de que os ministérios mais importantes, o de Economia (até agora nas mãos de Montebourg) e o de Finanças, cujo titular é o ortodoxo Michel Sapin, acabem sendo fundidos e fiquem sob o controle deste último. Seria um sinal positivo para Bruxelas e para Berlim, que não baixam a guarda na hora de exigir uma rígida disciplina orçamentária à França, para que o país reduza seu déficit e sua dívida, uma meta criticada duramente por Montebourg.

Arquivado Em

Recomendaciones EL PAÍS
Recomendaciones EL PAÍS
_
_