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A Nigéria anuncia dois novos casos de ebola, mas esclarece que estão controlados

Foram registrados no país os primeiros contágios “por contato secundário” com infectados

O Ministério da Saúde assegura que os doentes estavam isolados ao serem diagnosticados

O hospital de Lagos onde na quarta-feira morreu um dos médicos que tratou Patrick Sawyer. Ampliar foto
O hospital de Lagos onde na quarta-feira morreu um dos médicos que tratou Patrick Sawyer. AP

O ebola se expande lentamente e de forma muito controlada na Nigéria. O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira que dois novos casos foram registrados e que se trata dos primeiros infectados por contato secundário com doentes. São o marido e a mulher de duas pessoas que morreram depois de serem contagiadas por Patrick Sawyer, o cidadão liberiano-norte-americano que levou o vírus ao país e que morreu no último dia 25 de julho. Na Nigéria, foram registrados até agora cinco mortes por conta do atual surto, que assola a África ocidental.

Os dois novos casos, no entanto, estão controlados. Em uma entrevista coletiva na cidade de Abuja, o ministro da Saúde nigeriano, Onyebuch Chukwu, informou que as duas pessoas já se encontravam em quarentena no momento do diagnóstico e recebem tratamento em um hospital, segundo informa a agência France Presse. Com estes dois infectados, o número total de casos confirmados no país africano aumenta para 14.

“Há dois dias, estas duas pessoas foram colocadas em quarentena, mas as outras que ingressaram junto com elas tiveram alta”, assegurou o ministro, que acrescentou: “São quatro os que estão atualmente em tratamento e isolados: dois que tiveram contato primário e dois, secundário. No total, contamos neste momento com 213 pessoas sob vigilância”.

Seis dessas 213 pessoas se encontram controladas na cidade de Enugu, onde viajou uma das enfermeiras que tratou Sawyer, conhecido como o paciente zero, antes de ficar doente. O cidadão norte-americano de 40 anos, que era consultor do Ministério das Finanças da Libéria, foi internado depois de pousar no aeroporto de Lagos visivelmente doente, depois de um voo que partiu de Monróvia. Dois médicos e duas enfermeiras que trataram dele na capital nigeriana, além da pessoa que o recebeu no aeroporto, foram contagiados e faleceram por causa do ebola. Entre ele, um endocrinologista que morreu na quarta-feira.

A Organização Mundial da Saúde declarou na terça-feira que a situação na Nigéria é “alentadora”, já que todos os casos confirmados vêm de uma única cadeia de transmissão. Entre as pessoas que foram contagiadas, cinco foram “tratadas com sucesso e receberam alta”.

No total, o atual surto de ebola já matou 1.350 pessoas, majoritariamente na Guiné, Libéria e Serra Leoa.