As universidades de São Paulo e Buenos Aires, as melhores da América Latina

Uma classificação que mede conquistas científicas situa entre as 500 melhores do mundo seis do Brasil, duas do Chile e uma da Argentina e do México

As classificações mundiais das universidades desencadearam muita polêmica, mas a elaborada pela Jiao Tong, de Xangai, é a única que somente se baseia em dados concretos. Ela considera a quantidade de graduados que obtiveram prêmios Nobel e medalhas Fields, concedidas aos matemáticos, e o número de publicações nas revistas Science e Nature, entre outras variáveis que, ao contrário de outros rankings, excluem pesquisas de opinião entre acadêmicos e empregadores. Nessa relação feita na China, dez universidades latino-americanas figuram entre as 500 melhores do mundo.

No topo da classificação mundial aparecem as norte-americanas Harvard, Stanford e Massachusetts Institute of Technology (MIT). As três melhores da América Latina são a de São Paulo (USP), de Buenos Aires (UBA) e a Nacional Autônoma do México (UNAM), todas elas estatais. A USP se encontra entre o 101º e o 150º (o ranking não especifica a posição com precisão), a UBA está entre o 151º e o 200º e a UNAM, entre o 201º e o 300º.

Entre as 500 mais bem avaliadas do mundo se encontram 146 dos EUA, 44 da China, 39 da Alemanha, 38 do Reino Unido e 21 da França, Itália e Canadá. Da Espanha aparecem 12, com destaque para as de Barcelona (UB, entre o 151º e o 200º), a Autônoma de Barcelona (UAB, entre o 201º e o 300ª), a Autônoma de Madrid (UAM, entre o 201º e o 300) e a de Valência (do 201º ao 300º).

Das dez latino-americanas, seis são de Brasil, duas do Chile, uma da Argentina e outra do México. No quarto posto regional figuram empatadas a Federal de Minas Gerais (do 301º ao 400ª), Federal do Rio de Janeiro, Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) e a Estadual de Campinas – todas elas, públicas. No oitavo lugar aparecem a Federal de Rio Grande do Sul e a Universidade do Chile– também públicas– e a única privada da região no ranking, a Católica do Chile.

A Universidade de Jiao Tong, de Xangai, também elabora classificações sobre as 200 melhores instituições por áreas de estudo. Em ciências naturais e matemática, só há uma latino-americana, a USP (entre o 101º e o 150º), mesma posição da Autônoma de Madrid. No pódio estão as norte-americanas Califórnia-Berkeley, Harvard e Princeton. Em engenharia e tecnologia, a USP está entre o 76º e o 100º; a Unicamp e a UNAM, entre o 151º e o 200º. As três melhores do mundo são MIT, Stanford e Berkeley. A Politécnica da Catalunha e a de Granada figuram entre o 101º e o 150º.

Em ciências biológicas e agrícolas, Harvard, a britânica Cambridge e Stanford lideram no planeta. A USP está entre o 101º e o 150º, à frente das espanholas UAB, UAM e UB (entre o 151º e o 200º). Em medicina e farmácia, Harvard, a Universidade da Califórnia-San Francisco e a de Washington são as primeiras na lista global. A UB está entre o 51º e o 75º e a USP, entre o 101º e o 150º. Em ciências sociais, Harvard, Chicago e MIT são as melhores do mundo. A Pompeu Fabra (Barcelona) está entre o 101º e o 150º e nenhuma latino-americana se posiciona entre as 200 mais bem avaliadas.

A classificação de origem chinesa também inclui tabelas sobre as 200 melhores em determinadas ciências. Em matemática, Princeton, Harvard e Berkeley são as primeiras. A UAM e a de Santiago de Compostela estão entre o 51º e o 75º. A USP figura entre o 76º e o 100º e as de Campinas e do Chile, entre o 151º e o 200º. Em física, Berkeley, Princeton e MIT lideram no mundo. A UAM (entre o 51º e o 75º) é a principal da Espanha e a Católica do Chile (entre o 101º e o 150º), a UNAM e a USP, estão na frente na América Latina.

Em química, Berkeley, Harvard e Stanford ocupam o pódio. Na Espanha a primeira é a Politécnica de Valência (entre o 51º e o 75º). Nenhuma latino-americana aparece entre as 200. Em informática, Stanford, MIT e Berkeley lideram e a USP e a Estadual de Campinas, entre o 101º e o 150º. Por último, em economia, Harvard, Chicago e MIT se destacam entre todas no mundo, a Pompeu Fabra figura entre o 51º e o 75º e a Católica do Chile, entre o 151º e o 200º.

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