Um grupo de pacientes foge de uma clínica da Libéria após um ataque

Os moradores de um subúrbio de Monróvia saqueiam o centro hospitalar onde estavam internados infectados com o vírus ebola

Cartazes de alerta pela epidemia de ebola em Monróvia, na Libéria.
Cartazes de alerta pela epidemia de ebola em Monróvia, na Libéria.Abbas Dulleh (AP)

Um grupo de doentes de ebola fugiu ontem de um centro sanitário de um subúrbio de Monróvia, a capital da Libéria, depois que manifestantes invadiram e saquearam a clínica na qual se encontravam isolados, segundo informaram os meios de comunicação locais, alguns dos quais falam de pelo menos 20 pacientes fugitivos.

“Os moradores da comunidade de West Point foram para a clínica para conseguir colchões que haviam sido colocados nesse centro de isolamento para pacientes de ebola criado recentemente”, informou a rádio local Veritas. O assalto, que ocorreu na noite do sábado passado, motivou muitos pacientes que padecem do ebola ou que haviam sido colocados de quarentena até se comprovar se estavam contaminados a fugir do centro.

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A Libéria já acumula 786 casos e 413 mortes por ebola, o que o converte no país com o maior índice de mortalidade da África Ocidental por conta da epidemia. Segundo a última recontagem divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), nos últimos quatro meses um total de 2.127 pessoas foram infectadas pelo vírus na África Ocidental, das quais 1.145 morreram.

O ebola, que é transmitido pelo contato direto com o sangue e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, causa hemorragias graves e tem uma taxa de mortalidade próxima aos 90%.