Bagdá afirma que os jihadistas mataram 500 iazidistas no norte do país

O ministro de direitos humanos diz que mulheres e crianças foram enterrados vivos

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Os milicianos do grupo terrorista Estado Islâmico mataram ao menos 500 iazidistas e enterraram os corpos em valas comuns, a informações foram dadas pelo ministro de Direitos Humanos iraquiano, Muhamad Shia al Sudani, à agência Reuters. O ministro assegurou, além disso, que os sunitas enterraram algumas de suas vítimas enquanto ainda estavam vivas, entre elas estão mulheres e crianças. Além disso, diz Al Sudani, cerca de 300 mulheres foram sequestradas e são usadas como escravas. Um deputado iraquiano, informa a EFE, assegura que os jihadistas do Estado Islâmico obrigaram 600.000 civis pertencentes a minorias étnicas e religiosas do norte de Iraque a abandonarem seus lares,

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 "Por volta de 150.000 membros do grupo étnico shabak, 250.000 turcomanos e 200.000 seguidores do credo iazidi foram forçados pelos grupos terroristas a se deslocar', disse o deputado da província setentrional iraquiana de Nínive, Henin al Qedu, em uma coletiva de imprensa em Bagdá.

O presidente do Curdistão iraquiano, Masoud Barzani, pediu à comunidade internacional que entreguem armas a seu povo com o objetivo de reforçar a luta contra os milicianos do Estado Islâmico. Em uma coletiva de imprensa com o ministro de Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, Barzani disse: "Não estamos lutando contra uma organização terrorista, senão contra um Estado terrorista".

Foi precisamente a ameaça do extermínio dos iazidistas que acabou por forçar ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a voltar a atacar o Iraque. Na sexta-feira começaram os bombardeios com aviões F-18 e drones ou aviões não tripulados contra posições do EI nos arredores de Erbil. Os ataques destruíram armas e equipamento dos rebeldes, segundo Obama. Uma parte do material em mãos do EI é made in USA, armamento que os Estados Unidos forneceram às Forças Armadas do Iraque e elas perderam durante a ofensiva jihadista dos últimos meses.

No sábado as forças norte-americanas lançaram quatro rodadas de ataques contra posições jihadistas com outro fim, proteger os iazidistas, segundo um comunicado dos Estados Unidos. Aviões e drones bombardearam veículos armados que disparavam contra civis perto de Sinjar.

Os EUA fizeram várias rodadas de ajuda humanitária —água e alimentos— aos iazidistas. O Reino Unido e a França se somarão a esta operação, explicou Obama depois de falar por telefone com o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o presidente francês, François Hollande.

Especialistas do Governo dos EUA preparam com os aliados e com a ONU a possível criação de um corredor para que os refugiados escapem do monte Sinjar. As informações chegam em conta-gotas.

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