Obama: O conflito no Iraque “não vai ser resolvido em semanas”

O presidente dos Estados Unidos pressiona os iraquianos a formarem logo um governo e anuncia que França e Reino Unido vão apoiar envio de ajuda humanitária

O presidente Barack Obama fala sobre o Iraque.
O presidente Barack Obama fala sobre o Iraque.

O presidente Barack Obama reiterou neste sábado que os Estados Unidos não estão dispostos a se envolverem em outra guerra no Iraque com tropas , mas reconheceu que os esforços para frear os avanços dos jihadistas vão requerer um apoio norte-americano que provavelmente vai durar meses, se não mais tempo.

"Não acredito que vamos resolver isto em questão de semanas, isso vai levar um tempo", disse Obama neste sábado em pronunciamento nos jardins da Casa Branca.

Os Estados Unidos iniciaram na sexta-feira ataques aéreos contra posições dos jihadistas do Estado Islâmico (EI) perto de Erbil, com o objetivo de proteger pessoal e instalações norte-americanas na capital do Curdistão iraquiano.

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Obama reconheceu neste sábado que o avanço do EI nos últimos meses "foi mais rápido do que o esperado pela inteligência" tanto do Iraque como da comunidade internacional, mas afirmou que isso representa um argumento a mais para que o Iraque complete de uma vez um governo inclusivo que seja capaz de enfrentar os seus próprios problemas.

"Quando o Iraque tiver um governo inclusivo, tenho certeza de que será mais fácil mobilizar todos os iraquianos contra o EI, assim como mobilizar mais apoio de nossos aliados", afirmou.

Obama parte neste sábado para duas semanas de férias, mas garantiu que estará acompanhando todos os acontecimentos ao lado de parte de sua equipe de Segurança Nacional que viajará com ele para Martha’s Vineyard.

Antes de partir, no entanto, o presidente dos EUA conversou com seu homólogo francês, François Hollande, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, que, segundo Obama, se comprometeram com apoio para o esforço humanitário paralelo que os EUA estão realizando no Iraque, com lançamentos aéreos de comida e água para a minoria iazidista que está refugiada no Monte Sinjar e cercada pela ameaça extremista.

Ele explicou que o "próximo passo" é garantir um "corredor humanitário" para resgatar os milhares de iazidistas isolados na montanha, algo que requer uma "coordenação internacional" mais ampla que também "levará algum tempo".