ELEIÇÕES NA COLÔMBIA

O país que os candidatos prometem

A saúde, a educação e o emprego são prioridades nas plataformas eleitorais de Santos e Zuluaga

Zuluaga, depois de votar no segundo turno.
Zuluaga, depois de votar no segundo turno.CHRISTIAN ESCOBAR MORA (EFE)

As plataformas eleitorais dos dois candidatos à presidência na Colômbia, Juan Manuel Santos e Óscar Iván Zuluaga, têm mais semelhanças do que diferenças. Para ambos, a saúde, a educação e o emprego são prioridades.

»Educação. Ambos os candidatos concordam em melhorar os salários e a qualidade dos professores, bem como em implementar uma jornada escolar unificada de oito horas. A meta de Juan Manuel Santos é fazer de seu país "o mais educado na América Latina em 2025". Para isso, propõe a criação de 600 mil vagas nas universidares, bem como a construção e melhoria de 4.000 escolas em áreas rurais. Zuluaga, por sua vez, propõe que todos os estudantes do ensino médio oriundos das camadas mais pobres possam ingressar gratuitamente na universidade, que os alunos de escolas públicas recebam alimentação gratuita durante a jornada escolar e fomentar o bilinguismo.

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»Habitação. Santos promete que seu programa de habitação gratuita, uma das principais bandeiras de governo, passará de 100.000 para 300.000 casas, a maioria para as vítimas do conflito. Também promete dar subsídios para 100.000 famílias de classe média que pouparam para comprar a casa própria. Zuluaga diz que vai construir casas, mas não as dará de presente. Propõe a construção de 500.000 casas para trabalhadores que ganham menos de 1.000 dólares com benefícios fiscais e outro meio milhão para a classe média, financiado por caixas e fundos de poupança.

»Desemprego e economia. Santos, que se orgulha do declínio ininterrupto do desemprego por 44 meses, promete criar 2,5 milhões de novos empregos e, com isso, reduzirá a taxa de desemprego para 7,5%. Diz ainda que vai apoiar iniciativas de jovens empreendedores e que uma das prioridades será o emprego rural. Zuluaga promete combater o desemprego com uma receita de estabilidade fiscal, concentração de despesas e uma alta taxa de investimento. Também se propõe a reduzir em 50% a pobreza rural e deixar de negociar novos tratados de livre comércio "para aprofundar os mercados já consolidados".

»Saúde. Zuluaga afirma que em seu Governo os pacientes serão atendidos independentemente da capacidade de pagamento, lutará por um "preço justo" para os medicamentos e melhorará os salários dos médicos. Santos centra sua proposta no atendimento aos pacientes e promete reduzir o tempo de espera para exames e cirurgias. Como Zuluaga, continuará controlando os preços dos medicamentos e aumentará o número de médicos especialistas.

»Direitos LGBT. Zuluaga não concorda com o casamento entre pessoas do mesmo sexo e Santos, embora não tenha apoiado a causa abertamente, reconhece a existência de uniões. Zuluaga afirma que a família é constituída por um homem e uma mulher e, portanto, não é a favor das adoções, mas diz respeitar a orientação sexual. Santos declarou que respeita as decisões do Tribunal Constitucional sobre o respeito aos direitos da comunidade LGBT, o que lhe rendeu o apoio desse setor em sua reeleição.

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