Antonio Caño assume a direção do EL PAÍS

O jornal se estruturará em torno de quatro grandes áreas: digital, edição impressa, edições da América e fim de semana David Alandete foi nomeado diretor adjunto

Antonio Caño, novo diretor do EL PAÍS.
Antonio Caño, novo diretor do EL PAÍS.

Antonio Caño assume neste domingo a direção do EL PAÍS. Sua nomeação, anunciada pelo Conselho de Administração do jornal em 26 de fevereiro, faz-se efetiva na data em que o periódico do Grupo PRISA, líder da imprensa espanhola, completa 38 anos. Caño substitui Javier Moreno, que esteve à frente do EL PAÍS desde 2006. Moreno se encarregará a partir de agora de coordenar e impulsionar todos os conteúdos informativos do PRISA tanto na América como na Espanha.

Caño, nascido em Martos (Jaén) há 57 anos, é licenciado em Jornalismo pela Universidade Complutense de Madri. Depois de sua passagem pela agência Efe, incorporou-se ao EL PAÍS em 1982, onde foi correspondente no México e na América Central e delegado da sucursal de Washington, posto que ocupou durante mais de 10 anos e que desempenhava na atualidade. Caño será o quinto diretor do EL PAÍS desde sua fundação, em 1976, quando Juan Luis Cebrián assumiu o comando do jornal. Sucederam-lhe Joaquín Estefanía, Jesús Ceberio e Javier Moreno.

O novo responsável pelo EL PAÍS assume o desafio de combinar a continuidade com a mudança e transmitir o legado de excelência e qualidade sem perder de vista a inovação, como sublinhou na segunda-feira passada Cebrián, presidente executivo do PRISA, durante a Assembleia de Acionistas da companhia. A substituição foi feita para aprofundar a digitalização e a expansão internacional do periódico e para enfrentar o desafio geracional dos novos leitores, conforme explicou Cebrián.

David Alandete, novo diretor adjunto do EL PAÍS.
David Alandete, novo diretor adjunto do EL PAÍS.

De acordo com o Estatuto da Redação do EL PAÍS, a designação de Caño foi comunicada ao Comitê de Redação e submetida a uma votação consultiva do quadro de funcionários.

David Alandete (Algemesí, Valência, 1978) foi nomeado diretor adjunto. Licenciado em Comunicação Audiovisual pela Universidade de Valência com prêmio nacional de conclusão de curso, Master em Jornalismo pela Escola de Jornalismo da Universidade Autônoma de Madri (UAM)/EL PAÍS e em Relações Internacionais pela Universidade George Washington (curso que fez com uma bolsa para jornalistas da Fundação Fulbright), Alandete trabalhou na rede SER e Localia TV e em 2007 se incorporou à redação do EL PAÍS em Washington, onde foi correspondente no Pentágono, no Departamento de Estado e no Congresso. Cobriu duas campanhas presidenciais e foi enviado especial ao Afeganistão por ocasião do décimo aniversário da operação militar americana. Desde janeiro de 2013, era correspondente do EL PAÍS no Oriente Médio com base em Jerusalém.

Nesta nova etapa, a estrutura do EL PAÍS se organizará em torno de quatro grandes áreas: digital, edição impressa, edições da América e fim de semana, à frente das quais estarão os subdiretores Bernardo Marín, Eva Saiz, Luis Prados e Maite Rico, respectivamente. O objetivo é potencializar o desenvolvimento de conteúdos informativos de qualidade para todos os suportes (papel, internet, smartphone, tablet), impulsionar a presença do EL PAÍS na América Latina – incluída a edição em português dirigida ao mercado brasileiro – e nos Estados Unidos e reforçar as marcas de fim de semana, com o El País Semanal como grande referência.

Bernardo Marín García (Teruel, 1972) estará à frente da área digital. Depois de cursar seus primeiros estudos em Tenerife, licenciou-se em Direito Econômico pela Universidade de Deusto. Com Master em Jornalismo pela Escola UAM/EL PAÍS, trabalha na web do jornal desde 1998 e nos dois últimos anos foi chefe da redação no México e responsável pela edição América. Foi professor de jornalismo digital na Escola UAM/EL PAÍS, na Funglode de Santo Domingo e na Fundação Novo Jornalismo Ibero-americano de Gabriel García Márquez em Cartagena de Índias.

Da esquerda para a direita, os subdiretores do EL PAÍS Luis Prados, Maite Rico, José Manuel Calvo, Eva Saiz e Bernardo Marín.
Da esquerda para a direita, os subdiretores do EL PAÍS Luis Prados, Maite Rico, José Manuel Calvo, Eva Saiz e Bernardo Marín.

Eva Saiz Escolano (Almería, 1976) se encarregará da edição impressa. É licenciada em Direito, com Master em Direito das Telecomunicações pela Pontifícia de Comillas, Icade, de Madri, Master em Prática Jurídica pelo Centro de Estudos e Investigações Jurídicas e em Jornalismo pela Escola UAM/EL PAÍS. Trabalhou como assessora jurídica e exerceu trabalhos de voluntária para as Nações Unidas em temas de meio ambiente. Em 2010, trabalhou no EL PAÍS nas editorias de Esportes e Política. Em março de 2012, incorporou-se à sucursal de Washington.

À frente da edição América estará Luis Prados de la Escosura (Málaga, 1959). Licenciado em Filologia Hispânica pela Universidade Complutense de Madri, pertence à primeira turma do Master de Jornalismo UAM/EL PAÍS. Ingressou no jornal em 1988 e esteve vinculado às editorias de Nacional, Cultura, Sociedade, Comunicação, Domingo e Internacional. Em 2007 foi nomeado redator-chefe de Internacional e em 2011, correspondente no México, onde se encarregou de criar uma redação no Distrito Federal. Dois anos depois, liderou o lançamento do EL PAÍS no Brasil.

Maite Rico (Madri, 1963) foi nomeada responsável pela edição do fim de semana do EL PAÍS e da revista El País Semanal. É licenciada em Geografia e História pela Universidade Complutense de Madri e realizou o Master UAM/EL PAÍS. Foi correspondente no México, América Central e Caribe. Além disso, cobriu os conflitos da Bósnia, da Somália e da Líbia. Ultimamente, era editorialista de assuntos internacionais. É coautora dos livros Marcos, la genial impostura (Paris, Plon, e Madri,Aguilar, 1998) e ¿Quién mató al obispo? Autopsia de un crimen político (Madri, Martínez Rocha, 2005).

Na equipe de direção se mantêm Lluís Bassets (diretor adjunto), José Manuel Calvo (subdiretor de Opinião) e Francesc Valls (subdiretor da edição da Catalunha). Outros altos cargos da etapa anterior seguirão ligados ao jornal: Caño nomeou Vicente Jiménez correspondente em Nova York; Carlos Yárnoz será correspondente em Paris; Jan Martínez Ahrens, responsável pela redação no México DF; José Manuel Romero, correspondente judicial; Goyo Rodríguez, responsável por projetos especiais, e Berna González Harbour, responsável pelo suplemento cultural Babelia.

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