A Europa sustenta o McDonald’s, em baixa nos Estados Unidos

A franquia de comida rápida continua sua expansão pese à queda de faturamento nos EUA

Interior de um restaurante McDonald's.
Interior de um restaurante McDonald's. (EFE)

McDonald's continua jogando a culpa ao mal tempo quando se trata de explicar a queda nas vendas, registrada durante o primeiro trimestre nos Estados Unidos. Seus executivos pedem aos investidores que esperem para ter os dados de abril e lhes convidam a centrar-se no negócio internacional, onde a Europa é o principal suporte. Mas, por enquanto, os acionistas engolem uma queda de 5% no benefício trimestral.

Os resultados do primeiro trimestre foram desiguais. A companhia reduziu os ganhos a 1,2 bilhões de dólares. No entanto, conseguiu uma ligeira melhora de 1,4% dos rendimentos globais, até 6,7 bilhões. Os EUA levam a maior parte da atenção, porque é onde se concentra 40% da cifra do negócio da multinacional e onde tem mais investidores. Nesse mercado as vendas caíram quase 2% no trimestre.

A corrente está tentando adaptar seus menus para enfrentar a concorrência da rede de cafés Starbucks e as de comida mexicana Chipotle e Taco Bell. Mas não só deve estabilizar o negócio nos EUA como também em outros mercados chave, como Japão, Alemanha e Austrália, onde os dados mostram uma queda no tráfico de clientes em seus locais.

Pese à debilidade do negócio na Alemanha, as vendas na Europa melhoraram 1,4% no trimestre graças ao empurrão do Reino Unido e da França. Também joga a favor a Rússia e olhando mais para o leste, o mercado chinês compensou o que escapou do japonês. Além da queda nas visitas, o aumento do preço da carne se refletiu em seus resultados.

Os analistas coincidem ao afirmar que McDonald's sofre de indigestão pelo tamanho de seu menu. Esta complexidade está afetando também seu serviço, que é mais lento. Além disso, há uma mudança de tendência de consumidores que procuram opções mais saudáveis, como as de Chipotle. A franquia conta com 35.000 restaurantes no mundo todo, aos que espera somar mais 1.500 ao longo deste ano e remodelar outros tantos.

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