FUTEBOL | BARCELONA-RAIO

Neymar pede a vez

Martino dispensa Xavi contra o Rayo e aciona o brasileiro, recuperado de sua lesão

Neymar caçoa junto a Piqué, Messi e Alves. ALBERT GEA (atlas)

Uma torção no tornozelo em frente ao Getafe separou Neymar da grama no último dia 16 de janeiro. Envolvido em um fogo cruzado envolvendo o fisco, acusações do Santos e a renúncia do presidente Rosell, o jogador explodiu em uma carta pendurada no Instagram na qual defendia o gerenciamento de seu pai, obrigando o clube a fazer públicas as cifras do contrato e os contratos paralelos, que chegam a 86,2 milhões. Centrou-se Neymar na recuperação e na academia, na bola e o futebol. “Esperemos que não esteja fora do campo muito tempo porque precisamos dele”, assinalou Messi no dia de sua lesão. E Neymar já pede a vez.

“Desde que esta questão [o contrato do jogador] entrou em ebulição, em nenhum momento resvalou em sua recuperação e não o vi afetado”, explicou Martino; “recuperou-se muito bem e é possível vê-lo solto nos treinamentos, mas temos que ver como ele responde quando os rivais estiverem na frente”. Também falta saber quanto joga ante o Rayo, toda vez que o técnico Tata Martino sempre tem feito as reincorporações aos poucos, de Messi a Iniesta, que fizeram duas partidas prévias até recobrar a titularidade. Embora o calendário aperte o Barcelona, que na semana próxima deve enfrentar o Manchester City na ida das oitavas de final.

O Barça aguarda a Neymar e Messi, já que supõe-se que com os dois na linha haverá mais espaços difíceis de segurar por um único defensor. Supõe-se, já que até agora os dois só coincidiram em 14 duelos (10 vitórias, 4 empates), três deles completos. Uma proposta que deixaria o protagonismo nos extremos Pedro e Alexis, sobretudo porque o Barça parece ter recobrado a versão do toque e dos quatro meias —Cesc, Iniesta, Xavi e Busquets—, como demonstrou na semifinal da Copa do Rei ante o Real Sociedad.

Sabe-se que faltará Xavi (machucado) e que Messi estará na ponta de ataque. “Quando não fazia gols, estava de acordo com meu rendimento. Não me importo com o que dizem”, assegurou em uma entrevista à La Red, uma rádio argentina, em resposta às críticas de Ángel Cappa —“perdeu a paixão por jogar”, disse o técnico argentino—. “Eu me dedico a jogar”, concluiu o astro. Também quis engrandecer a figura de Martino, que recebeu críticas pelos jogos do time: “É muito inteligente”.

(atlas)
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