O Papa desmente uma reunião com agentes sociais da Argentina

Dois jornais argentinos publicaram que Francisco tinha previsto se reunir em março com representantes do Governo, sindicatos e empresários

A presidenta argentina Cristina Kirchner, e o Papa, em março de 2013
A presidenta argentina Cristina Kirchner, e o Papa, em março de 2013 (AFP)

O papa Francisco desmentiu hoje a informação difundida pelos diários argentinos La Nación e Perfil, segundo os quais o Pontífice havia chamado ao Vaticano representantes do Governo, sindicatos e empresários para fomentar o diálogo das negociações dos convênios salariais no dia 17 de março.

A agência de notícias do governo, Télam, contou que o papa ligou para sua amiga argentina, Alicia Barrios, jornalista do jornal Crónica e autora do livro Meu amigo o padre Jorge e lhe disse que a convocatória da reunião era “um disparate”. As informações difundidas por diversos meios argentinos e recolhidas pelo EL PAÍS em sua edição digital, relembravam os momentos de tensão vividos entre os agentes sociais após a desvalorização do peso argentino em 20% em relação ao dólar.

A Casa Rosada evitou pronunciamentos sobre a convocatória. Alicia Barrios comentou esta tarde sobre sua conversa com o papa: “Nós rimos, como todos os anos, até que em dado momento lhe disse: ‘Terei que ir antes a Roma porque um jornal daqui disse que em março o senhor chamou os representantes do governo, da UIA (União Industrial Argentina) porque está preocupado com o país'”.

Na edição digital de Crónica foi publicado que Francisco “ficou surpreso e pediu uns minutos para procurar sua agenda enorme”. Depois, informou: “Olha, Alicia, dia 19 vem José María Del Corral (presidente do Conselho Geral de Educação do Arcebispado de Buenos Aires) com Ricardo Pignatelli (titular do Sindicato de Mecânicos e afins ao Transporte Automotor) e é uma reunião sobre educação. Eu não tenho nenhuma reunião agendada de nenhum outro tipo”.

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