ONU convida o Irã para participar da cúpula de paz sobre a Síria

O Governo de Teerã não tomou parte de Genebra I por causa da oposição de vários países O Irã é o principal aliado do regime de Assad na região

O secretário geral da ONU informa sobre o convite ao Irã.
O secretário geral da ONU informa sobre o convite ao Irã.EMMANUEL DUNAND (AFP)

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou em uma aparição surpresa que convidou o Irã a tomar parte do diálogo internacional que pretende encontrar uma solução de transição para a guerra civil síria a partir de quarta-feira, durante as conversações chamadas de Genebra II, embora venham a ser realizadas na cidade suíça de Montreaux . “Comprometem-se a desempenhar um papel construtivo”, garantiu o secretário-geral da ONU, depois de falar em várias ocasiões com os representantes iranianos.

O Governo iraniano aceita as condições impostas pelas Nações Unidas para participar do diálogo sobre a Síria. “O Irã deve fazer parte da solução”, disse. O Irã, como lembrou Ban, não foi convidado à primeira reunião. A decisão foi tomada depois de uma longa e cuidadosa consulta com os vários países. Agora, depois de seguir o mesmo processo diplomático, considera-se que deve participar porque, como indicou Ban Ki-moon, "é um dos países vizinhos importantes”.

O regime iraniano, presidido atualmente por Hassan Rohani, é o principal aliado na região do Governo de Bashar al Assad, ao lado da milícia libanesa Hezbollah.

Ban fez o inesperado anúncio em uma coletiva de imprensa na sede da ONU. “O Irã entende que a base das discussões é a plena aplicação do comunicado de 30 de junho de 2012”, afirmou. O encontro na Suíça tem como objetivo que os países expressem sua solidariedade com a Síria. O Governo iraniano, segundo Ban, desempenhará um papel “construtivo” nas conversações de Montreaux.

O objetivo que todas as partes têm em mente é pôr fim ao sofrimento da população síria e marcar o início de uma transição política. Ban Ki-moon também destacou a participação de uma delegação da oposição síria. Agora espera que as partes no conflito atuem de uma maneira honesta e de boa fé, porque se trata de seu futuro. A ONU também encaminhou um convite ao México, entre outros países.

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