Morre aos 53 anos o governador de Sergipe

Marcelo Déda lutava contra um câncer gastrointestinal desde 2009

Lula e Marisa visitam Marcelo Déda no hospital, em outubro.
Lula e Marisa visitam Marcelo Déda no hospital, em outubro.Twitter @MarceloDeda

Militante do PT desde 1985, Marcelo Déda faleceu às 4h45 no hospital Sírio Libanês, na região central de São Paulo. O governador de Sergipe, de 53 anos, lutava contra o câncer de estômago e pâncreas desde 2009 e foi internado em maio, quando se afastou do cargo público para realizar o tratamento quimioterápico na capital paulista. Segundo o informe médico divulgado pelo hospital privado, a causa da morte foi uma neoplasia gastrointestinal.

A família anunciou o falecimento com uma mensagem no Twitter do governador. “O céu acaba de ganhar mais uma estrela, Marcelo Déda voou ‘nas asas da quimera’. Paz & Bem – família Marcelo Déda”. O PT, às 21h de ontem, lançou mensagem de força ao político, considerado “Orgulho do PT”. A presidenta Dilma Rousseff também se pronunciou através de sua conta no Twitter: "Eu perdi hoje um grande amigo, daqueles das horas boas e más". E acrescentou: "#Deda fará falta. Mas seu exemplo nos guiará."

Outros companheiros políticos também utilizaram a rede social para enviar condolências. José Eduardo Dutra, ex-presidente do Partido dos Trabalhadores e diretor corporativo da Petrobras, fez referências aos anos de militância, às discussões que sempre terminavam em consensos e ao futebol – Déda era flamenguista - que, segundo ele, era a “única divergência insuperável e definitiva”. Chico Alencar, deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro, lamentou a morte do companheiro no Facebook: “Mantínhamos uma relação de afeto, de debate elevado na divergência e de gosto comum pela música, pelo Flamengo, pelo bom da vida. Déda sempre foi um cara pra cima, inteligente, sensível, animado”.

Pai de cinco filhos, Déda iniciou sua carreira política em 1986, como deputado estadual por Sergipe. Entre 1994 e 1998 ocupou o cargo de deputado federal pelo mesmo estado e, em 2000, foi eleito prefeito de Aracaju. Reeleito em 2004, deu o salto para a cadeira de Governador em 2007, repetindo o mandato por mais quatro anos. Em 27 de maio, transferiu o cargo para o vice, Jackson Barreto, do PMDB.