ciclone cleópatra

Um forte temporal provoca a morte de 4 brasileiros na ilha italiana da Sardenha

Pai, mãe e dois filhos de 16 e 20 anos estavam em porão que inundou. Total de mortos chega a 17 e número de desaparecidos é indeterminado

“É uma tragédia nacional, um drama de proporções incríveis. Em 24 horas choveu uma quantidade de água equivalente à metade da que costuma cair em todo um ano”. É assim que o chefe do Governo italiano, Enrico Letta, descreve a violência do ciclone Cleópatra, que, durante as últimas horas da segunda-feira, e as primeiras desta terça-feira, atingiu a ilha da Sardenha, deixando até o momento um saldo de 17 mortos e um número ainda não determinado de desaparecidos.

A região mais afetada pelas chuvas e os fortes ventos é o norte da ilha, e em especial a província de Olbia, onde as inundações e o transbordamento de rios provocaram a morte de 13 pessoas: três homens e uma mulher com sua filha, depois do desmoronamento de uma ponte em Monte Pino e quatro brasileiros – o pai, a mãe e dois filhos de 16 e 20 anos de idade — com a inundação do porão em que viviam na localidade de Arzachena. Mais duas pessoas morreram em Nuoro e outra em Oristano, além de um menino de três anos que desapareceu na noite de segunda-feira junto ao seu tio na localidade de Putzolu, muito próximo a Olbia.

Centenas de pessoas tiveram de deixar suas casas devido às inundações, e dezenas de localidades estão isoladas pela falta de energia elétrica. As estradas estão impraticáveis. O diretor de Proteção Civil italiana, Franco Gabrielli, chegou na manhã desta terça-feira à Sardenha para coordenar as ajudas e em Roma será realizada uma reunião do conselho de ministros para decretar estado de emergência.