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Guarda Nacional da Venezuela agride líder opositor Capriles durante protesto

Ex-candidato presidencial e opositor foi atingido no rosto com um capacete e um soco.

Outras 147 pessoas sofreram ferimentos durante uma marcha contra o Governo Maduro

Henrique Capriles
Henrique Capriles é atendido depois da agressão AFP

Nesta segunda-feira, a oposição ao Governo venezuelano tentou novamente chegar à sede da Defensoria do Povo, no centro de Caracas, mas foi, mais uma vez, barrada pelas forças repressivas do regime do presidente Nicolás Maduro. O protesto, denominado Marcha dos Caídos, em homenagem às 59 vítimas da mais recente escalada da crônica crise política da Venezuela, seguiu o mesmo roteiro de sempre: concentração nas áreas controladas pela oposição, na zona leste da capital venezuelana, e uma caminhada pela principal avenida abortada com bombas de gás lacrimogêneo. Mas, desta vez, entre os atingidos está o ex-candidato presidencial Henrique Capriles, que ficou com um hematoma na bochecha esquerda como consequência da agressão da Guarda Nacional Bolivariana. Capriles foi agredido com um capacete e um soco. Os serviços de emergência do município Baruta atenderam 147 pessoas, 64 delas por impacto de projéteis e 12 com deslocamentos.

Parte dos manifestantes conseguiu chegar até o centro onde também ocorreram os choques de praxe. Mas quem protagonizou a cena mais espetacular da jornada foi o deputado oposicionista do Primeiro Justiça, Carlos Paparoni, ao desafiar uma das tropas de choque da Guarda Nacional Bolivariana. Um vídeo que circulou nas redes sociais captou o instante em que um jato de água derrubou o parlamentar. Paparoni foi atendido por médicos porque, na queda, cortou a cabeça e sofreu traumatismo em um ombro.

Dezesseis membros da equipe do governador do estado de Miranda também foram agredidos. Sete deles foram atingidos por balas de borracha e nove por bombas de gás lacrimogêneo, golpes com capacetes e coronhadas. No Twitter, Capriles denunciou que seus colaboradores também foram roubados na região de Mercedes, onde os manifestantes se refugiaram do cerco policial.

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