Seleccione Edição
Entra no EL PAÍS
Login Não está cadastrado? Crie sua conta Assine

Senadores pedem as supostas gravações de Trump ao ex-chefe do FBI

O presidente divulgou este sábado que anunciará o sucessor de Comey nos próximos dias

Os senadores Mike Lee e Lindsey Graham.
Os senadores Mike Lee e Lindsey Graham. AFP

Dois republicanos, além do líder democrata no Senado, pediram neste domingo, dia 14 de maio, a Donald Trump que forneça as supostas gravações de suas conversas com James Comey, o agora ex-diretor do FBI. Na sexta-feira, três dias depois de demiti-lo com grande polêmica, por ser o encarregado de investigar os possíveis vínculos entre Rússia e sua equipe, Trump sugeriu em um tuíte que tinha o áudio de uma conversa entre eles na Casa Branca e com isso o ameaçou a não vazar informações para a imprensa.

Para o republicano veterano Lindsey Graham, da Carolina do Sul, essa ameaça é uma linha vermelha. Graham afirmou durante uma entrevista que a Casa Branca deve esclarecer as dúvidas sobre se efetivamente existem gravações. “Não se pode brincar com essas coisas. Se há gravações de suas conversas, têm de ser entregues”, declarou à NBC.

Mike Lee, senador republicano pelo Estado de Utah, disse à Fox que se existe um áudio entre Comey e Trump é “inevitável” que seja solicitado judicialmente e que a Casa Branca deverá entregá-los. Lee também questionou a lógica de um presidente gravar suas conversas.

O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, também insistiu na necessidade de que a Casa Branca entregue ao Capitólio as supostas gravações e advertiu que destruí-las é ilegal. Os democratas, encabeçados por ele, também pedem que se designe um promotor especial para assumir as rédeas da investigação russa, ao considerar que Trump nomeará alguém fiel a seu mandato para, talvez, entorpecer ou bloquear a investigação.

Com a demissão de Comey, na terça-feira passada, Trump abriu outra fissura em seu caótico histórico como presidente. Depois de dois dias de mensagens contraditórias e confusão sobre os motivos para se livrar do líder do FBI, o presidente assegurou em uma entrevista que ele mesmo decidiu há um bom tempo que o demitiria. Também afirmou que a razão principal era que “não estava fazendo um bom trabalho” e não a recomendação do procurador geral e seu vice, o que alegaram os porta-vozes da Casa Branca.

A destituição, que deixou Washington em estado de choque, gera dúvidas sobre se o presidente temia que a investigação sobre os possíveis laços entre Rússia e a equipe de campanha de Trump, dirigida até agora por Comey, pudesse ameaçar seu mandato. Na sexta-feira, em um tuíte, o presidente redobrou suas críticas ao ex-diretor do FBI e o ameaçou ao escrever: “É melhor que James Comey espere que não haja ‘fitas’ (de áudio) de nossas conversas antes de começar a vazar para a imprensa”.

No sábado, dia 13, o presidente afirmou à mídia que está perto de nomear o sucessor de Comey. Ao longo do dia, o procurador geral, outro aliado de Trump, entrevistou até oito candidatos para o posto, segundo veículos norte-americanos. Entre eles está um de seus assessores mais próximos durante a campanha, Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York, e dois senadores republicanos.

MAIS INFORMAÇÕES