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Vídeo da destruição de estátua de Hugo Chávez viraliza na Venezuela

O monumento foi destruído durante um protesto estudantil contra o presidente Nicolás Maduro

Um vídeo que mostra uma estátua do falecido ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez, sendo destruída por manifestantes viralizou no país. A destruição do monumento ocorreu na última sexta-feira em Rosario de Perijá (noroeste do país, perto de Maracaibo), durante um protesto contra o atual presidente, Nicolás Maduro.

Um grupo de pessoas, entre elas estudantes de ensino médio, queimou e sacudiu, com violência, o monumento do ex-líder venezuelano até arrancá-lo de seu pedestal, em uma praça pública do município. Depois, dois homens levaram a estátua para o meio da rua e a jogam no chão, com força, repetidas vezes, até quebrá-la em vários pedacinhos diante de dezenas de pedestres que passavam pelo local.

No monumento, Chávez, que governou a Venezuela entre 1999 e 2013, usava a faixa presidencial e fazia uma saudação militar. A imagem foi depredada depois de confrontos entre militares e opositores em uma estrada que atravessa Rosario de Perijá. Os distúrbios também se estenderam à localidade próxima de Machiques.

Os manifestantes se opunham à Assembleia Constituinte convocada por Maduro e exigiam a apresentação de um certificado que comprove que o líder de oposição detido Leopoldo López está vivo, já que, segundo a família, o político não estabelece nenhuma forma de contato há um mês. Dezenas de pessoas também protagonizaram distúrbios em Vila de Rosario, na mesma região, onde depredaram a sede da prefeitura e um pedágio. Pelo menos 10 manifestantes foram detidos por soldados da Guarda Nacional Bolivariana.

Os protestos foram reprimidos com bombas de gás lacrimogêneo. Essa foi a segunda manifestação em uma semana na região de Perijá, que abrange os municípios boiadeiros de Machiques e Rosario. O Governo venezuelano denuncia que os protestos contra Maduro, que tiveram início no dia 1 de abril e que já deixaram 36 mortos, levaram à prática de atos terroristas. Maduro garante que está enfrentando uma "insurgência armada" que tem como objetivo derrubá-lo, com o apoio dos Estados Unidos, que pretende, assim, apoderar-se da maior reserva de petróleo do mundo.

Na manhã da sexta-feira, um grupo de deputados de oposição colocou um cartaz no edifício administrativo do Parlamento, no centro de Caracas, que dizia: "Maduro ditador".

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