Seleccione Edição
Entra no EL PAÍS
Login Não está cadastrado? Crie sua conta Assine

FIFA adverte Trump sobre a Copa do Mundo 2026

Infantino alerta sobre as dificuldades que pode gerar o veto migratório para uma possível candidatura

Infantino na reunião do Comitê Executivo da FIFA.
Infantino na reunião do Comitê Executivo da FIFA. AFP

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, disse na quinta-feira que se os Estados Unidos quiserem apresentar sua candidatura para ser a sede da Copa do Mundo de 2026 deverão garantir a entrada de jogadores e torcedores de qualquer país, em referência ao veto do presidente norte-americano Donald Trump que quer proibir a entrada no país de cidadãos de sete países com maioria muçulmana.

“Estamos agora no processo de definir os requisitos da candidatura”, disse Infantino. “O que é óbvio é que quando se trata da Copa do Mundo, assim como nas Olimpíadas, qualquer equipe que tenha se classificado, incluindo os seus torcedores e toda a delegação, precisa ter acesso ao país”, acrescentou, em resposta a uma pergunta sobre o decreto impulsionado pelo presidente norte-americano. "Se não (tiverem acesso), não há Copa. Isso não tem nada a ver com os Estados Unidos. É um critério geral", disse.

Estados Unidos, México e Canadá estão preparando uma proposta conjunta para serem anfitriões da Copa que será realizada em 2026 através da Concacaf, a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe. Naquele ano vai estrear o novo formato da disputa, com a participação de 48 seleções, em vez das 32 de agora.

Como a FIFA já descartou uma candidatura da Europa e da Ásia, a opção americana apresentada pela Concacaf é vista atualmente como a principal. Além disso, seu presidente, Victor Montagliani, disse há um mês que o muro decretado por Trump na fronteira com o México não significa um problema para a realização da Copa do Mundo nos dois países.

O decreto impulsionado por Trump veta a entrada nos Estados Unidos de cidadãos da Síria, Irã, Sudão, Líbia, Somália, Iêmen e Iraque. O presidente norte-americano também ameaçou deportar milhões de mexicanos, algo que colocaria em risco a candidatura conjunta.

MAIS INFORMAÇÕES