O partido de Evo Morales não precisa dele como candidato para vencer na Bolívia

O paradoxo é que a perseguição política e judicial dotou o MAS de uma épica que havia perdido

Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, após coletiva de imprensa em Buenos Aires nesta segunda-feira, 19 de outubro.
Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, após coletiva de imprensa em Buenos Aires nesta segunda-feira, 19 de outubro.JUAN MABROMATA / AFP

Em 21 de julho de 1946, uma mobilização urbana em La Paz contra o Governo de Gualberto Villarroel foi escalando em radicalismo e terminou com uma multidão entrando no Palácio Quemado e assassinando o presidente, que acabou pendurado em um poste de iluminação. O escritor Mario Chabes descreveu a gesta “libertadora” em um livreto intitulado A Revolução Francesa da Bolívia. Não foi, sem dúvida, o único levante popular em um país caracterizado por suas revoluções, mas sintetiza bem as características das rebeliões antipo...

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