20 ‘instagramers’ maiores de 60 anos provam que estilo não tem idade

Contas imprescindíveis de mulheres que, cansadas de referências jovens, demonstram que podem ter tanta ou mais atitude

Lyn Slater, Ernie Stollberg e Linda Rodin.
Lyn Slater, Ernie Stollberg e Linda Rodin.INSTAGRAM

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“É possível seguir as tendências depois dos 60.” A mensagem celebrada na capa de março da revista S Moda, do EL PAÍS (com cinco ícones dos 52 aos 90 anos), é o mesmo que muitas mulheres maduras reivindicam através de suas contas do Instagram. Cansadas das referências jovens e canônicas, estas estrelas das redes defendem que o estilo, a atitude e um certo dom para viver e interpretar a moda não têm nada a ver com a idade. Tendo à frente referências pioneiras como Íris Apel, selecionamos as contas que mais nos inspiram.

Ernie Stollberg (47.500 seguidores)

Esta austríaca de 96 anos pode se gabar de ter virado a melhor modelo da loja on-line Park Wien, que lhe ofereceu a possibilidade de ostentar suas peças perante milhares de seguidores no Instagram. A partir daí, não parou mais de ganhar likes e repercussão. Raf Simons, Vetements, Haider Ackermann e Y/project são só algumas das grifes com as quais se atreve. E o melhor é que não há objeto nem estilo que resista a ela. Até o estilista Simon Jacquemus se rendeu a ela compartilhando várias de suas fotos.

Linda Rodin (244.000 seguidores)

Estilista (trabalhou para Madonna e a Harper's Bazaar), modelo ocasional (posou para J Crew e The Row), criadora da linha de azeites Rodin Olio Lusso e uma das rainhas do Instagram. Com 70 anos já completos, Linda Rodin e seu inseparável cão Winks (não por acaso seu blog se chama Linda and Winks) formam um dos pares mais estilosos e admirados da Internet. Este ícone de beleza na maturidade confessa que seu melhor truque é usar suas peças durante décadas e jamais se sentir fantasiada. Nunca se declarou muito fanática da maquiagem — mal usa batom — e abre mão de tingir sua melena prateada, que já é um de seus traços mais reconhecíveis.

Emiko Mori (44.300 seguidores)

Tem 95 anos e muita vontade de usar qualquer das criações de sua neta Chinami Mori, por mais coloridas ou extravagantes que sejam. Suas fotos são inspiradoras, além disso, pela forma como homenageia sua identidade e suas raízes através da moda. Uma atitude que encantou mais de 44.000 pessoas de todo o mundo. Ela mesma reconheceu que recebe muitas mensagens de fãs que “querem envelhecer como ela”. E quem não quer?

Yazemeenah Rossi (229.000 seguidores)

Medidas canônicas, corpo atlético e… cabelos brancos. Esta modelo francesa, que na sua juventude trabalhou para grifes como Yves Saint Laurent e Hermès, continua sendo um exemplo de estilo e beleza aos 63 anos. “Gosto mais do aspecto que tenho agora do que há 20 anos”, admitia numa entrevista ao EL PAÍS. Embora uma empresa de cosméticos tenha lhe oferecido uma vultosa quantia para tingir sua cabeleira e virar a imagem dessa marca, Rossi rejeitou a oferta. Anos mais tarde (2012), esses mesmos fios grisalhos lhe proporcionaram um contrato para comerciais natalinos da Marks & Spencer. Com eles chegou a fama internacional e um multidão de seguidores.

Lyn Slater, a.k.a. Acidental Icon (635.000 seguidores)

Esta professora de 64 anos é uma das mais populares da lista graças ao seu blog Acidental Icon, que concilia com o magistério. Confessa que começou seu diário digital porque não encontrava mulheres maduras que a inspirassem, e hoje em dia já protagonizou campanhas para grifes como Mango. Sua conta do Instagram, cujo número de seguidores triplicou desde sua aparição nas imagens da marca espanhola, é uma manifestação constante de que a modernidade não tem nada a ver com a data de nascimento.

Helen van Winkle, a.k.a. Baddie Winkle (3,8 milhões de seguidores)

Baddie Winkle (“ruga malvadona”, em inglês) é a avó mais heavy metal do Instagram. Musa de Miley Cyrus, esta octogenária obteve a impressionante cifra de 3,8 milhões de seguidores graças à sua atitude incomparável. Sua conta, em que posa com todo tipo de roupa e fala de maconha sempre que pode, foi o chamariz perfeito para marcas alternativas como Dimepiece A, que a elevou em 2015 à categoria de novo ícone dos festivais musicais ao colocá-la numa campanha sua. Publicar suas fotos nas redes sociais (ideia proposta por uma neta dela) serviu-lhe também para confrontar a morte de seu marido e do seu filho. “Não me sinto velha. Nunca me senti assim. Acho que você pode se vestir como quiser”, repete em suas entrevistas.

Cynthia Pastor (22.4000 seguidores)

É decoradora, estilista e badass (termo que não deixa de proliferar nas redes sociais e que poderíamos traduzir por “malvada”, mas no sentido mais positivo da palavra. Uma mulher da pá virada, digamos). Com mais de 60 anos, virou uma referência de atrevimento e frescor graças a seus coloridos looks com um quê de extravagante. As mechas grisalhas que povoam seu penteado bob e os óculos de sol onipresentes em suas fotos já viraram suas marcas registradas. Poderia ser musa do próprio Alessandro Michele.

Tziporah Salamon (30.800 seguidores)

Prestes a completar 70 anos, essa nova-iorquina “eleva o ato de se vestir a uma forma de arte”, como ela mesma explica em seu blog. Seu peculiar forma de entender a moda a levou a aparecer no famoso documentário Advanced Style — resultado do blog homônimo que dissocia estilo e juventude —, e ela pode se gabar de ter sido fotografada pelo célebre Bill Cunningham. As dramáticas combinações estilísticas que compartilha em seu Instagram são vistas por quase 31.000 almas desejosas de admirar seu guarda-roupa. Salamon também foi modelo para marcas como Lanvin e apareceu em numerosas revistas de moda.

Mel Kobayashi (35.800 seguidores)

Melanie Kobayashi (Mel para seus seguidores) estreou como modelo aos 50 anos. Desde então não parou mais de colaborar com grifes nem de mostrar sua forma de entender a moda em sua conta do Instagram e em seu blog, Bag and a Beret. “A roupa é um portal para outras personalidades, lugares e épocas: CEO em Nova York um dia, atriz de cinema mudo de Hollywood no dia seguinte ou uma socialite em Mônaco no outro”, afirma. Daí que os looks desta canadense sejam tão ecléticos como inspiradores. Isso sim, seu cabelo branco penteado com um ligeiro topete é uma constante em todos eles.

Jenny Kee (37.500 seguidores)

A relação de Jenny Kee com a moda transcende o Instagram. Começou trabalhando como modelo na sua juventude, para depois montar sua própria grife. Nos anos 60 trocou sua Austrália natal pela capital britânica, onde participou da cena Swinging London vendendo roupa de segunda mão de Elsa Schiaparelli e Dior aos astros do rock daquela época. Mais tarde, a australiana de ascendência cantonesa, inglesa e italiana abriria a boutique Flamingo Park com a desenhista Linda Jackson. De lá saíram populares criações como um pulôver estampado com coalas, vestido pela princesa Diana de Gales. Atualmente, continua desenhando e pintando suas famosas peças. E não há modelo melhor para suas criações que ela mesma. “Não vamos ser velhinhas de cabelo azulado sentadas numa casa e repouso para idosos. E se tivéssemos que viver numa casa de repouso, iríamos com a nossa maconha, nossa comida saudável e muito estilo”, declarou ao The New York Times.

OG Ma (176.000 seguidores)

Suas poses na conta da loja nova-iorquina Uniquehype, especialista em streetwear, fizeram dela uma referência desse estilo vinda de fora do universo dos millennials. Muitos deles, aliás, peregrinam até o local para tirar fotos com ela e suas múltiplas peças da marca Supreme, da qual se tornou uma espécie de imagem extraoficial. Quem disse que a febre pela moda urbana era só coisa de jovens?

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🎄Look inside my soul and you can find gold🌟

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Alyson Walsh (41.400 seguidores)

“Acredito firmemente que não se trata da idade, trata-se do estilo.” Sob esse mantra, esta jornalista freelance e ex-editora de revistas de moda publica seus looks desde 2008 no blog That's Not My Age. Escreveu dois livros sobre o assunto (Style Forever e Know Your Style) e inspira dezenas de milhares de seguidores com suas combinações fáceis, perfeitas para o dia a dia e distantes das extravagâncias. Pura inspiração para os amantes dos básicos.

Dorrie Jacobson (43.200 seguidores)

Essa ex-coelhinha da Playboy de 83 anos despertou o interesse da comunidade digital quando, no ano passado, começou a postar fotos vestindo lingerie em sua conta do Instagram, a Senior Style Bible. Suas publicações questionam os padrões de como uma octogenária deve se vestir e incentivam suas seguidoras a “usar o que quiserem”. Entre seus looks, valem tanto combinar alta costura com a última peça viral da Zara como poses vestindo o famoso body negro e as orelhinhas da Playboy.

Sarah Jane Adams (180.000 seguidores)

Criou a conta do Instagram para promover sua marca de joias, mas logo ela mesma virou a protagonista do perfil. O hashtag #MyWrinklesAreMyStripes (“minhas rugas são minhas condecorações”), que acompanha todas as suas publicações, nasceu depois que a vendedora de uma loja de cosméticos lhe ofereceu um creme antirrugas. “Na verdade eu adoro minhas rugas e não tenho nenhum interesse em me desfazer delas”, respondeu. Seu estilo é tão inspirador porque tanto pode posar com um conjunto esportivo de pés à cabeça quanto se enfiar num elegante vestido de noite.

Beatrix Ost (51.000 seguidores)

Esta multifacetada alemã — que hoje vive entre Nova York e Virgínia — é, aos 79 anos, uma das blogueiras mais estilosas do Instagram. Mas também é artista plástica (posa com frequência junto a seus quadros), designer de joias e escritora. Sua tez pálida, seus batons sempre escuros e seus múltiplos turbantes definem um estilo tão etéreo que às vezes parece saído de uma de suas obras de arte.

Moon Lin (98.200 seguidores)

Aparentemente, tudo começou em maio do ano passado, quando Moon Lin pediu a um desconhecido que tirasse uma foto dela para sua conta do Instagram. O improvisado fotógrafo compartilhou a imagem num conhecido grupo do Facebook de Taiwan, e ela não tardou a viralizar. Como contou a diversos meios de comunicação, Moon decidiu criar uma conta no Instagram porque isso a fez “se sentir jovem” e, embora às vezes peça ajuda para as fotos, costuma tirá-las ela mesma. Na conta dessa octogenária não faltam peças de streetwear de marcas cobiçadas como Vetements, Supreme e Thrasher. Como dizem muitos dos comentários que acompanham suas fotos, “não há avó mais cool do que ela”.

Lili Hayes (109.000 seguidores)

Sua conta do Instagram é a menos convencional da lista. Além de posar com bonés da marca Supreme, interpreta os looks mais radicais, se fantasia com máscaras e perucas de todo tipo e até se grava cantando ou brigando com seu filho. Justamente ele, fotógrafo de profissão, foi o encarregado de fotografar e gravar sua mãe nas situações e sketches mais inverossímeis. A blogueira antiego por excelência, depois dos 70.

Judith Boyd, a.k.a. Style Crone (44.800 seguidores)

Apesar de ter passado a maior parte de sua vida trabalhando como enfermeira de pronto-socorro, esta norte-americana de 78 anos não hesitava em sair de casa todo dia com um dos seus chapéus, como modo de expressão e válvula de escape perante a dor que presenciava com seus pacientes. Agora, já aposentada, passa o dia inteiro combinando-os com peças coloridas, divertidas e sem medo das estampas. Há poucos dias, desfilou na semana da moda de Nova York para a marca local C.R.Lee.

Zandra Rhodes (43.900 seguidores)

Às portas dos 80 anos, Zandra Rhodes é muitíssimo mais que uma instagramer. Essa estilista de moda revolucionou a cena britânica com suas estampas consideradas escandalosas na década de 1970. Ainda na ativa, comemorará suas cinco décadas na indústria durante na próxima semana da moda de Londres. Neste meio século, vestiu personalidades como Freddie Mercury e a princesa Diana. Sua cabeleira rosa (que já esteve tingida de verde e depois de vermelho) e sua maquiagem sempre dramática e exagerada fizeram dela uma das personalidades com a identidade mais pessoal e identificável nesse mundinho.

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Colleen Heidemann (49.300 seguidores)

Nascida na Califórnia e criada em Bangcoc, essa ex-comissária de bordo foi descoberta em 2011 quando trabalhava no seu brechó da Califórnia. Desde então, além de aparecer no blog e o documentário Advanced Style, não para de trabalhar como modelo. Conforme contou, vestir-se a cada manhã é para ela um sinal de civismo e respeito por todos aqueles que ela vier a encontrar durante o dia.

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