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As revisões do VAR que poderiam ter mudado o rumo da Copa

O sistema de videoarbitragem, adotado pela primeira vez em uma competição internacional de alto nível, repercutiu no veredito do árbitro em 12 dos 40 jogos disputados

VAR Copa 2018
O árbitro consulta o ‘replay’ das imagens com a tecnologia VAR no jogo disputado entre a Nigéria e a Islândia em 22 de junho. AP

A Copa do Mundo da Rússia é a primeira que adotou o sistema de videoarbitragem VAR (Video Assistant Referee, na sigla em inglês) para ajudar os juízes a tomar as decisões corretas durante as partidas e evitar erros grosseiros que prejudiquem o resultado final dos jogos. Desde que começou o evento esportivo, no dia 14 de junho, até esta terça-feira, foram 40 jogos e, em 12 deles, o árbitro de vídeo foi utilizado. Estas são as revisões do VAR que conseguiram modificar as decisões dos árbitros:

Argentina x Nigéria


Data: 26 de junho.

Resultado: (2 a 1)

Polêmica: Mascherano se enroscou com Balogun dentro da área. O árbitro turco Cuneyt Cakir assinalou pênalti, mas decidiu consultar o VAR e confirmou a marcação. Em outro lance dentro da área argentina, o juiz ainda recorreria novamente ao vídeo, mas não interpretou o toque no braço de Rojo como mão na bola.

Quem se beneficiou: A Nigéria.

Como influiu no resultado? O pênalti batido por Moses resultou no empate nigeriano, mas a Argentina saiu com a vitória após gol de Rojo, aos 41 do segundo tempo.

Irã x Portugal


Data: 25 de junho.
Resultado: (1 a 1)

Polêmica 1: (6 minutos do segundo tempo) O jogador iraniano Ezatolahi derruba Cristiano Ronaldo na área, mas o árbitro não aponta pênalti. No entanto, o VAR corrigiu a decisão inicial e determinou penalidade máxima.

Polêmica 2: (36 minutos do segundo tempo) Sem a bola estar em jogo, Cristiano deu uma cotovelada no iraniano Morteza Pouraliganji. O juiz, depois de consultar a ação com o VAR, terminou dando cartão amarelo e o atacante português evitou assim uma expulsão que o teria deixado fora das oitavas de final.

Polêmica 3: (47 minutos do segundo tempo) O árbitro revisa com a ajuda da vídeoarbitragem uma mão do lateral direito português Cédric dentro da área e determina penalidade máxima.

Quem se beneficiou: Nas duas primeiras ações, os beneficiados foram os portugueses. No último lance, o Irã foi favorecido.

Como influiu no resultado? O goleiro iraniano pegou o pênalti, que o próprio Cristiano cobrou. Nesse momento, Portugal mandava no marcador desde o primeiro tempo, portanto, o resultado não se alterou. Nos acréscimos, a falta que o VAR concedeu ao Irã lhe serviu para empatar a disputa, mas não pôde se classificar.

Espanha x Marrocos


Data: 25 de junho.
Resultado: (2 a 2)

Polêmica: O árbitro anula em um primeiro momento um gol do atacante Iago Aspas por orientação do bandeirinha, que levantou a bandeira para indicar o possível impedimento. Depois da revisão, o VAR valida o gol do atacante galego.

Quem se beneficiou: A Espanha.

Como influiu no resultado? La Roja conseguiu empatar nos acréscimos e se posicionou em primeiro lugar em seu grupo, depois do empate entre Irã e Portugal.

Brasil x Costa Rica


Data: 22 de junho.
Resultado: (2 a 0)

Polêmica: Nessa ocasião, a tecnologia deu razão à Costa Rica, já que as imagens revisadas mostravam com clareza como Neymar simula uma queda dentro da área depois de um leve esbarrão com um dos zagueiros costarriquenhos. Assim, ficou anulada a decisão prévia do árbitro, que havia apitado pênalti. Neymar não foi advertido pela simulação e sua ação se tornou o primeiro pênalti anulado com o VAR na história das Copas.

Quem se beneficiou: Os costarriquenhos.

Como influiu no resultado? O resultado não se alterou. A jogada em questão ocorreu aos 33 minutos do segundo tempo, quando ambas as equipes empatavam em zero a zero

Nigéria x Islândia


Data: 22 de junho.
Resultado: (2 a 0)

Polêmica: Um jogador nigeriano derruba um islandês em um canto da área. A princípio, o árbitro não viu nenhuma infração, mas os encarregados da videoarbitragem lhe recomendaram rever a jogada. Depois da análise, foi apitada penalidade máxima.

Quem se beneficiou: A Islândia.

Como influiu no resultado?

Para desgraça da Islândia, o meio-campista Gylfi Sigurosson falhou no lançamento aos 37 minutos do segundo tempo, o que teria reduzido a diferença com a Nigéria.

Dinamarca x Austrália


Data: 21 de junho.
Resultado: (1 a 1)

Polêmica: O atacante central da Dinamarca, Yussuf Poulsen, toca a bola com a mão dentro da área depois de um chute de canto. O árbitro espanhol Mateu Lahoz não vê o lance e poucos segundos depois é avisado pelos encarregados da videoarbitragem. Depois de consultar o replay, não duvida em aplicar a penalidade máxima.

Quem se beneficiou: A Austrália.

Como influiu no resultado? Graças à revisão, os australianos puderam empatar o jogo aos 38 minutos do segundo tempo

França x Peru


Data: 21 de junho.
Resultado: (1 a 0)

Polêmica: O árbitro se engana ao identificar um jogador do Peru, Edison Flores, ao lhe mostrar um cartão amarelo depois de uma falta no francês Pogba. Minutos mais tarde, a videoarbitragem corrige a atuação do juiz e atribui a responsabilidade pela infração a outro jogador peruano, o meia Pedro Aquino.

Quem se beneficiou: A França.

Como influiu no resultado? O resultado não variou depois da identificação correta do jogador que realmente cometeu a infração.

Rússia x Egito


Data: 19 de junho.
Resultado: (3 a 1)

Polêmica: O jogador russo Sobni agarra o egípcio Mohamed Salah. O juiz assinala falta fora da área, mas depois da revisão da jogada, termina concedendo penalidade máxima.

Quem se beneficiou: O Egito.

Como influiu no resultado? O próprio Salah cobrou o pênalti aos 27 minutos do segundo tempo, inaugurando o marcador do Egito nesse jogo. No entanto, o país africano acabou caindo diante da Rússia.

Suécia x Coreia do Sul


Data: 18 de junho.
Resultado: (1 a 0)

Polêmica: Em um ataque da equipe sueca e depois de bloqueado um lançamento proveniente da lateral esquerda, um jogador coreano derruba um adversário na área. A equipe sueca pede pênalti e o árbitro decide requerer a ajuda da videoarbitragem para entender a ação. O VAR determina que foi falta e, portanto, pênalti.

Quem se beneficiou: A Suécia.

Como influiu no resultado? Aconteceu aos 19 minutos do segundo tempo, quando os suecos se colocavam à frente de seu rival. O capitão da Suécia, Andreas Granqvist, cobrou o pênalti que acabou dando a vitória a sua seleção.

Costa Rica x Sérvia


Data: 17 de junho.
Resultado:(0 a 1)

Polêmica: O árbitro pede a assistência do VAR para determinar a cor do cartão por uma possível cotovelada do jogador sérvio Aleksandar Prijovic. Depois da revisão, dá o cartão amarelo.

Quem se beneficiou:A Costa Rica.

Como influiu no resultado? A decisão do árbitro não alterou o resultado.

França x Austrália


Data: 16 de junho.
Resultado: (2 a 1)

Polêmica: O VAR avisa o árbitro sobre uma falta do jogador australiano Joshua Risdon sobre o atacante Antoine Griezmann no interior da área quando este se dirigia com a bola para o gol.

Quem se beneficiou: A França.

Como influiu no resultado? O árbitro uruguaio Andrés Cunha marcou um pênalti para a França (cobrado pelo próprio Griezmann). O gol elevou o placar (aos 12 minutos do segundo tempo).

Peru x Dinamarca


Data: 16 de junho.
Resultado: (0 a 1)

Polêmica: O dinamarquês Yussuf Poulsen derruba na área o peruano Cueva antes do intervalo. Em um primeiro momento, o árbitro não validou o pênalti, mas meio minuto depois o VAR indicou o contrário.

Quem se beneficiou: O Peru.

Como influiu no resultado?O pênalti não resultou em gol. O placar não mudou, o jogo continuou empatado em zero até que a Dinamarca marcou no segundo tempo.

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