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54 graus no Irã, a temperatura mais alta jamais registrada?

A temperatura na cidade de Ahvaz, no Irã, atingiu nesta quinta-feira 54 graus, que pode ser a maior já alcançada desde que se realizam registros

Vista da cidade de Ahvaz em uma imagem tomada em 2009.
Vista da cidade de Ahvaz em uma imagem tomada em 2009.

O sudoeste do Irã está passando por uma onda de calor sem precedentes, que atingiu nesta quinta-feira um pico de 54 graus Celsius na cidade de Ahvaz, capital da província de Khuzestan, informa o The Washington Post. Ainda não há confirmação por parte da Organização Meteorológica Internacional, mas este seria não só o recorde de temperatura do país, mas também a temperatura mais elevada para um mês de junho em todo o continente asiático, e pode ser até mesmo o recorde mundial de calor de todos os tempos.

Segundo o blog sobre o clima Capital Weather Gang, do The Washington Post, o dado foi divulgado nesta quinta-feira por Etienne Kapikian, meteorologista da MeteoFrance. Kapikian postou um tuíte no qual afirma que Ahvaz chegou a 53,7 graus Celsius e que se trata de um “novo recorde nacional absoluto” e a temperatura mais elevada jamais registrada em um mês de junho na Ásia. O recorde anterior no Irã havia sido de 53 graus.

Segundo o Weather Underground, a temperatura divulgada por Kapikian não foi, na verdade, a mais alta registrada em Ahvaz, que tem mais de um milhão de habitantes, nesta quinta-feira. Em sua tabela por hora, o site afirma que às 4h51 (hora local) a temperatura chegou a 54 graus. O site acrescenta que, devido à umidade, o índice ou sensação térmica era ainda mais sufocante: 61,2 graus.

De acordo com o The Washington Post, caso esse número seja confirmado, estaríamos diante da temperatura mais alta jamais documentada no planeta em tempos modernos, ao lado dos 54 graus experimentados também em Mitribah (Kuwait), em 2016. Na cidade paquistanesa de Turbat, o termômetro marcou 53,5 graus em 28 de maio; foi a maior temperatura jamais registrada em um mês de maio e talvez a maior em toda a história da Ásia (na verdade, do mundo exterior aos desertos, excluindo-se os 56,6 graus registrados no Vale da Morte em 1913 e uma temperatura semelhante a essa no Saara).

Christopher Burt, historiador meteorológico do Weather Underground, estudou exaustivamente as temperaturas extremas do planeta e chegou à conclusão de que os registros feitos no Kuwait e do Vale da Morte são os mais elevados dos tempos modernos. Segundo Burt, porém, o dado referente ao Vale da Morte “não é possível do ponto de vista meteorológico”, razão pela qual ele avalia que se tratou de um erro de leitura.

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