Coreia do Norte

Coreia do Norte liberta o estudante dos EUA Otto Warmbier em estado de coma

Jovem havia sido condenado a 15 anos de trabalhos forçados por tentar roubar cartaz de propaganda

O estudante norte-americano Otto Warmbier, em foto de fevereiro de 2016, em Pyongyang.
O estudante norte-americano Otto Warmbier, em foto de fevereiro de 2016, em Pyongyang.Kim Kwang Hyon / AP

Otto F. Warmbier, um estudante de 22 anos do Estado de Ohio, foi libertado pela Coreia do Norte depois de um pesadelo de cerca de um ano e meio que começou como uma viagem organizada por ocasião do ano-novo ao hermético país e que não terminou com sua libertação. Segundo informaram seus pais a The Washington Post, ele foi retirado do país em estado de coma. Sua detenção foi divulgada em janeiro de 2016 e dois meses depois o condenaram por “crimes contra o Estado”: tinha tentado tirar do país um cartaz de propaganda política. Teria de cumprir 15 anos de trabalhos forçados.

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O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, confirmou a libertação, mas não deu informações sobre o estado de saúde do jovem, aluno da Universidade da Virgínia. “Não faremos comentários sobre as condições em que se encontra o senhor Warmbier por respeito a sua família”, disse o chefe da diplomacia, que mantém conversações com a Coreia do Norte por outros “três cidadãos americanos que foram detidos”.

Está previsto que Warmbier chegue a Cincinatti nesta terça-feira pela tarde, transferido da base militar dos Estados Unidos em Sapporo (Japão), segundo o Post. Seus pais dizem que, segundo a versão norte-coreana, entrou em coma pouco depois do início de março, depois de tomar um comprimido para dormir. Nesta terça-feira precisamente aterrissou na Coreia do Norte o ex-jogador da NBA Dennis Rodman, que se declara “amigo” de Kim Jong-un, em uma nova e polêmica viagem que busca contribuir para o degelo entre ambos os países.

Antes da condenação, o regime havia publicado vários vídeos nos quais o jovem norte-americano chorava e confessava o furto no Yanggakdo International Hotel. Qualificava essa atitude como “o pior erro de minha vida” e suplicava por sua libertação. Segundo explicava no vídeo, tinha agido sob ordens de uma igreja protestante de Ohio cujo objetivo era “prejudicar a motivação e o trabalho do povo norte-coreano”, com a conivência da CIA e do Governo norte-americano.

A retirada do jovem do pais ocorre em meio a uma escalada de tensão entre Washington e o regime de Kim Jong-un por causa do cada vez mais ameaçador programa nuclear norte-coreano. O Governo adverte constantemente seus cidadãos para que evitem visitar um país que vive sob uma férrea ditadura inimiga declarada dos Estados Unidos.

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