Final da NBA

Tempestade perfeita dos Cavaliers estraga ‘playoffs’ perfeitos dos Warriors

Time de LeBron prolonga a final da NBA (3-1) graças aos arremessos de três, em um duelo de placar recorde (137-116) e extrema tensão

LeBron James encara Iguodala.
LeBron James encara Iguodala.RONALD MARTINEZ (AFP)

Uma enxurrada de pontos, uma enxurrada de bolas de três, uma tensão extrema, uma partida memorável (137-116). Foi a tempestade perfeita dos Cavaliers que acabou com os playoffs perfeitos dos Warriors. A equipe de LeBron James jogou tudo que sabe e sobreviveu em uma final que era impossível e que continua sendo muito difícil, mas agora, pelo menos, após vencer pela primeira vez na série decisiva o Golden State, que somava 15 vitórias nas 15 partidas que tinha disputado nesses playoffs.

Os Cavaliers começaram avassaladores, com um ritmo de jogo estremecedor, quase sem pausa. Bateram o recorde de pontos em um primeiro quarto das finais, com 49, dois a mais que os Lakers em uma partida de 1987. Superaram também o recorde da primeira metade do jogo, com 86, sete a mais que a marca anterior dos Celtics na final de 1985. O recorde anterior de pontos das duas equipes no primeiro tempo também foi batido com um 86-68.

CLEVELAND 137-116 GOLDEN STATE (1-3)

Cleveland: Irving (40), Smith (15), LeBron James (31), Love (23), Tristan Thompson (5) –time titular–; Jefferson (8), Deron Williams (5), Derrick Williams (2), Shumpert (5), D. Jones (0), J. Jones (0) e Korver (3).

Golden State: Curry (14), Klay Thompson (13), Durant (35), Draymond Green (16), Pachulia (6) –time titular–; West (6), Iguodala (4), McGee (4), McCaw (3), Livingston (10), Barnes (0), McAdoo (0) e Clark (5).

Parciais: 49-33, 37-35, 29-28 e 22-20.

Quicken Loans Arena, em Cleveland. 20.562 espectadores.

O temporal alagou completamente os Warriors. Kyrie Irving destruiu a defesa adversária com sete bolas de três. Foram 40 pontos, sete rebotes e quatro assistências. LeBron James alcançou seu nono triplo-duplo em uma partida das finais, com 31 pontos, 10 rebotes e 11 assistências, e superou assim o recorde das finais que pertencia a Magic Johnson, com oito. Dessa vez também estiveram à altura das circunstâncias Kevin Love, com 23 pontos, JR Smith, com 15, e os jogadores do banco de reservas dos Cavaliers.

Os Warriors correram atrás o tempo todo, normalmente com desvantagem que rondava os 20 pontos, um a mais ou um a menos. Pagaram pelo início fraquíssimo de Curry, que só converteu sua primeira cesta no segundo quarto. Terminou o jogo com 14 pontos e um baixo aproveitamento de 4 de 13 arremessos de quadra. E Klay Thompson, mal da mesma forma, com só 13 pontos. Só Kevin Durant manteve sua formidável constância nessa final, com 35 pontos. Tyronn Lue pediu tempo quando não havia transcorrido nem um minuto no terceiro quarto e novamente com pouco mais do que isso no quarto. Não quis arriscar nada o treinador do Cavaliers, que preferia controlar a situação quando a vantagem diminua a 12 ou 14 pontos.

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Os Cavaliers acertaram fantásticos 24 de 45 arremessos de três, com 53% de aproveitamento, contra 11 de 39, com 28%, dos Warriors. Desta vez, a equipe de Tyronn Lue superou seu adversário também em sua especialidade, as assistências, com 27 contra 26, o que dá uma medida do acontecimentos.

O turbilhão adquiriu aspecto de tensão, foi marcada falta técnica contra Draymond Green e por alguns instantes se achou que ele estava expulso, até que os árbitros explicaram que uma falta técnica no primeiro tempo não havia sido para ele, mas para Steve Kerr, e também foram punidos com técnicas Kevin Durant e LeBron James, que ficaram durante um bom tempo discutindo cara a cara.

Shumpert, Pachulia é Jones também receberam faltas técnicas. E a polícia teve que retirar de quadra um torcedor, expulso, que estava na primeira fila. A final agora retorna para Oakland, na Califórnia, onde será disputada a quinta partida da série melhor de sete.

O Golden State continua com enorme vantagem a seu favor, mas o Cleveland demonstrou nos dois últimos duelos sua capacidade de superação. E conseguiu na temporada passada, quando virou um placar adverso de 3-1, justamente a situação que volta a enfrentar na final.