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Segurança sem histeria

Ministério do Interior age corretamente ao aumentar a vigilância antiterrorista no Natal

Vigilância na Puerta del Sol em um treinamento para o final do ano.
Vigilância na Puerta del Sol em um treinamento para o final do ano.SAMUEL SÁNCHEZ

A ameaça persistente do terrorismo jihadista sobre a Europa aconselha a tomar medidas adicionais de segurança nas capitais espanholas durante o período de Natal e, em especial, durante as comemorações de Ano Novo no dia 31 de dezembro. É prudente a decisão do Ministério do Interior, castigado pelas terríveis experiências dos atentados em Nice e Berlim, de reforçar a vigilância policial em Madrid — iniciativa seguida por outras cidades espanholas — durante o Ano Novo, a San Silvestre Vallecana e a cavalgada dos Reis Magos. A segurança dos cidadãos é uma prioridade absoluta, mesmo sabendo que nunca é possível garantir 100% em todas as cidades.

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Além de aumentar o número de agentes (1.900 além do número normal) e colocar obstáculos inacessíveis a um possível ataque terrorista, uma gestão eficaz do dispositivo de segurança também requer o cumprimento de duas condições. A primeiro delas é que a vigilância seja discreta ou, de forma mais precisa, que se comporte com a maior discrição possível. As grandes aglomerações de pessoas respondem com preocupação à presença ostensiva de forças de segurança. A segunda condição, intimamente ligada à primeira, é que não exista histeria e exagero da polícia. As forças da ordem têm experiência suficiente para cumprir com os dois requisitos; o comportamento tranquilo é o melhor aliado da segurança.

É necessário afirmar que não existe nenhum risco conhecido ou ameaças concretas de ataques neste momento, como é lógico; se houvesse, as medidas seriam outras. Mas não é demais prevenir qualquer risco, por menor ou distante que possa parecer. Também não devemos esquecer que a Espanha está no nível 4 da ameaça terrorista. O objetivo é que os espanhóis festejem em paz e também garantir a tranquilidade daqueles que querem celebrar em público.