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O iPhone 7 será ‘mais do mesmo’?

Apple pode guardar suas melhores armas para 2017, no décimo aniversário do iPhone

José Mendiola Zuriarrain
O vice-presidente de marketing da Apple apresenta o iPhone SE.
O vice-presidente de marketing da Apple apresenta o iPhone SE.AFP

A Apple conta com cada vez mais dificuldades para evitar os vazamentos na extensa cadeia de montagem de seus aparelhos. E é da China, precisamente o país no qual os californianos confiaram o grosso da produção do iPhone, de onde nos chegam mais imagens do celular. A fabricante californiana não faltará com seu compromisso e, se os prognósticos não estiverem errados, em setembro ou outubro ela deve apresentar a esperada nova versão de seu iPhone topo de linha. Com isso, o ano será especial, já que a previsão é de que, se tudo der certo, a Apple apresente dois aparelhos: o compacto e mais econômico iPhone SE e o iPhone7, o carro-chefe da empresa.

A previsão é de que em setembro ou outubro a Apple apresente a esperada nova versão de seu iPhone topo de linha

Todos os olhares recaem precisamente no segundo, já que suas concorrentes, principalmente a Samsung, apertaram fortemente o passo e o mercado trabalha com a possibilidade de que a Apple responda com algo espetacular. No entanto, e apesar das diversas fotos e vídeos vazados, tudo parece indicar que o iPhone 7 contará com um design quase idêntico ao do modelo precedente, e que as melhorias chegarão escalonadamente em seu interior.

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Foi o Wall Street Journal quem advertiu que o iPhone 7 seria bastante anódino no que se refere a novidades, o que romperia com a tradição da Apple de batizar os saltos menores de versão com a letra “S” adicionada ao número do modelo.

O que se esperava do iPhone 7 até o momento era uma mudança significativa, sobretudo do ponto de vista estético. Mas o jornal americano, que costuma contar com fontes confiáveis dentro da empresa sediada em Cupertino, confirma que o modelo seria uma simples melhora do precedente. Ou, ao menos, não a revolução estética e funcional que o mercado esperava. Por que? Surgiram várias possibilidades, mas uma que é determinante e que é preciso levar em conta é o fato de 2017 marcar os dez anos do aparelho. A Apple estaria juntando forças para um lançamento espetacular na próxima versão do celular.

O iPhone do aniversário poderá finalmente dispensar o botão físico, e a tela pode ser OLED

Mas o calendário não deve ser a única coisa que marcará os tempos na estratégia de produção e comercialização da companhia: o big data da Apple teria levado ao conhecimento da empresa o fato de que em 2016 vencem os contratos de permanência dos compradores do iPhone 6 e do iPhone 6 Plus, modelos que foram um autêntico sucesso de vendas e cujos compradores se viam obrigados a renovar, apesar de as novidades não serem merecedoras dele. Ou seja, há uma massa de proprietários de iPhone que, graças à fidelidade que declaram ao aparelho (a mais elevada do mercado) vão certamente trocar para um modelo mais novo.

Com isso, os analistas preveem uma venda sustentada do iPhone 7, apesar de não espetaculares. Mas já estão descontando o previsível furacão que se aproxima no ano que vem. O iPhone do aniversário poderá finalmente dispensar o botão físico, e a tela seria em OLED. Isso eliminaria as marcas que agora vemos nos smartphones e traria uma superfície de uso bem maior. Algumas fontes especulam que o salto para essa tecnologia poderia ocorrer ainda este ano. Mas os mais cautelosos reservam a cereja do bolo para as comemorações do aniversário.

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