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A presidenta Dilma Rousseff na semana do impeachment
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Brasil em sobressalto: os personagens da semana do impeachment no Senado

As personagens da transição de poder na semana mais intensa da política brasileira dos últimos anos

  • Waldir Maranhão (PP-MA), presidente interino da Câmara dos Deputados, suspende o processo de impeachment que deveria seguir para o Senado alegando que algumas etapas da defesa foram desrespeitadas. A decisão gerou uma confusão, criando dúvidas se a votação no Senado, marcada para o dia 11, poderia ser adiada. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), porém, ignorou o gesto de Maranhão e na mesma segunda abriu a sessão dizendo que manteria o cronograma previsto pela Casa, dizendo que não se pode aceitar “brincadeira com a democracia”. Pressionado, Maranhão revogou a própria decisão ao final do dia.
    1Segunda, 9 de maio Waldir Maranhão (PP-MA), presidente interino da Câmara dos Deputados, suspende o processo de impeachment que deveria seguir para o Senado alegando que algumas etapas da defesa foram desrespeitadas. A decisão gerou uma confusão, criando dúvidas se a votação no Senado, marcada para o dia 11, poderia ser adiada. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), porém, ignorou o gesto de Maranhão e na mesma segunda abriu a sessão dizendo que manteria o cronograma previsto pela Casa, dizendo que não se pode aceitar “brincadeira com a democracia”. Pressionado, Maranhão revogou a própria decisão ao final do dia. EFE
  • Renan Calheiros, presidente do Senado, na terça-feira, em sessão de cassação do senador Delcídio do Amaral, que se tornou delator na Lava Jato. No mesmo dia em que Maranhão quase adiou a votação da admissibilidade do impeachment, a oposição adiou no Conselho de Ética a votação do processo de Amaral. Calheiros, então, disse que se o Senado não votasse o caso Delcídio antes, a sessão sobre o caso de Rousseff seria cancelada. Diante disso, a comissão realizou uma sessão-relâmpago e acatou a cassação do mandato de Delcídio em 15 minutos, o que foi confirmado depois pelo plenário do Senado no dia seguinte.
    2Terça, 10 de maio Renan Calheiros, presidente do Senado, na terça-feira, em sessão de cassação do senador Delcídio do Amaral, que se tornou delator na Lava Jato. No mesmo dia em que Maranhão quase adiou a votação da admissibilidade do impeachment, a oposição adiou no Conselho de Ética a votação do processo de Amaral. Calheiros, então, disse que se o Senado não votasse o caso Delcídio antes, a sessão sobre o caso de Rousseff seria cancelada. Diante disso, a comissão realizou uma sessão-relâmpago e acatou a cassação do mandato de Delcídio em 15 minutos, o que foi confirmado depois pelo plenário do Senado no dia seguinte. AFP
  • O senador Humberto Costa (PT-PE), líder do Governo no Senado, boceja durante a votação do impeachment da presidenta Dilma. A sessão começou às 10h de quarta e se estendeu até as 6h33 de quinta, quando foi concluída. Por 55 votos contra 22, o Senado decidiu pelo afastamento da presidenta Dilma Rousseff, um ano e cinco meses depois de ela ter iniciado seu segundo mandato.
    3Quarta, 11 de maio O senador Humberto Costa (PT-PE), líder do Governo no Senado, boceja durante a votação do impeachment da presidenta Dilma. A sessão começou às 10h de quarta e se estendeu até as 6h33 de quinta, quando foi concluída. Por 55 votos contra 22, o Senado decidiu pelo afastamento da presidenta Dilma Rousseff, um ano e cinco meses depois de ela ter iniciado seu segundo mandato. EFE
  • O senador Fernando Collor (PTC-AL) se inscreve para defender sua posição a respeito da admissibilidade do impeachment e usa os 15 minutos a que tem direito, durante a madrugada de quinta, para fazer críticas ao processo de impeachment que ele mesmo sofreu em 1992. Ele não deixou claro se votaria pelo afastamento de Rousseff, mas ao final seu voto foi "sim".
    4Quinta,12 de maio O senador Fernando Collor (PTC-AL) se inscreve para defender sua posição a respeito da admissibilidade do impeachment e usa os 15 minutos a que tem direito, durante a madrugada de quinta, para fazer críticas ao processo de impeachment que ele mesmo sofreu em 1992. Ele não deixou claro se votaria pelo afastamento de Rousseff, mas ao final seu voto foi "sim". EFE
  • Dilma Rousseff faz seu pronunciamento de despedida depois de ser notificada sobre seu afastamento. Na sequência, ela sai do Palácio do Planalto pela porta da frente, evitando a descida da rampa. Encontra manifestantes que a apoiam. Atrás dela, o ex-presidente Lula aparece com um semblante perdido enquanto assiste ao fim do ciclo de 13 anos de seu partido no poder.
    5Quinta, 12 de maio Dilma Rousseff faz seu pronunciamento de despedida depois de ser notificada sobre seu afastamento. Na sequência, ela sai do Palácio do Planalto pela porta da frente, evitando a descida da rampa. Encontra manifestantes que a apoiam. Atrás dela, o ex-presidente Lula aparece com um semblante perdido enquanto assiste ao fim do ciclo de 13 anos de seu partido no poder. EFE
  • Michel Temer, o vice-presidente de Dilma por cinco anos, torna-se presidente interino do Brasil e faz um pronunciamento de conciliação ao lado dos 23 ministros anunciados no mesmo dia – todos homens. Aos 75 anos, o político do PMDB, eleito deputado pela primeira vez nos anos 90, tornou-se o 36° presidente desde a proclamação da República em 1889. É o 14° indicado para o cargo sem ser ungido pelos votos do eleitor. Temer fez o PMDB chegar pelo poder, mais uma vez,, de forma indireta. A primeira vez foi em 1985, com José Sarney, que assumiu depois da morte de Tancredo Neves.
    6Quinta, 12 de maio Michel Temer, o vice-presidente de Dilma por cinco anos, torna-se presidente interino do Brasil e faz um pronunciamento de conciliação ao lado dos 23 ministros anunciados no mesmo dia – todos homens. Aos 75 anos, o político do PMDB, eleito deputado pela primeira vez nos anos 90, tornou-se o 36° presidente desde a proclamação da República em 1889. É o 14° indicado para o cargo sem ser ungido pelos votos do eleitor. Temer fez o PMDB chegar pelo poder, mais uma vez,, de forma indireta. A primeira vez foi em 1985, com José Sarney, que assumiu depois da morte de Tancredo Neves. EFE
  • Henrique Meirelles, o novo ministro da Fazenda, escolhido por Michel Temer, anuncia as linhas gerais que serão adotadas para a economia, embora não tenha dado detalhes. Reforma da Previdência, cortes de gastos e aumento de impostos estão no radar. Meirelles é o trunfo de Temer para dar um sinal positivo ao mercado financeiro. Com uma carreira internacional consolidada no Brasil e no exterior, ele é sempre lembrado por sua passagem bem-sucedida pelos dois Governos Lula (2003-2006 e 2006-2010). Agora, tem o grande desafio de tirar o Brasil da recessão.
    7Sexta, 13 de maio Henrique Meirelles, o novo ministro da Fazenda, escolhido por Michel Temer, anuncia as linhas gerais que serão adotadas para a economia, embora não tenha dado detalhes. Reforma da Previdência, cortes de gastos e aumento de impostos estão no radar. Meirelles é o trunfo de Temer para dar um sinal positivo ao mercado financeiro. Com uma carreira internacional consolidada no Brasil e no exterior, ele é sempre lembrado por sua passagem bem-sucedida pelos dois Governos Lula (2003-2006 e 2006-2010). Agora, tem o grande desafio de tirar o Brasil da recessão. Ag.Brasil
  • Artistas se reúnem para protestar pela extinção do ministério da Cultura, promovida pelo presidente interino Michel Temer. A pasta foi aglutinada ao ministério da Educação num gesto simbólico de ganhar eficiência e reduzir custos por parte do novo Governo. Para o mundo artístico, foi um choque que gerou protestos. Em carta ao novo presidente, eles escrevem: “A cultura de um País, além de sua identidade, é a sua alma. O Ministério da Cultura não é um balcão de negócios... A cultura é a criação do futuro e a preservação do passado. Sem a promoção e a proteção da nossa cultura, através de um ministério que com ela se identifique e a ela se dedique, o Brasil fechará as cortinas de um grandioso palco aberto para o mundo”.
    8Sexta, 13 de maio Artistas se reúnem para protestar pela extinção do ministério da Cultura, promovida pelo presidente interino Michel Temer. A pasta foi aglutinada ao ministério da Educação num gesto simbólico de ganhar eficiência e reduzir custos por parte do novo Governo. Para o mundo artístico, foi um choque que gerou protestos. Em carta ao novo presidente, eles escrevem: “A cultura de um País, além de sua identidade, é a sua alma. O Ministério da Cultura não é um balcão de negócios... A cultura é a criação do futuro e a preservação do passado. Sem a promoção e a proteção da nossa cultura, através de um ministério que com ela se identifique e a ela se dedique, o Brasil fechará as cortinas de um grandioso palco aberto para o mundo”.