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CRISE ECONÔMICA BRASILEIRA

Fitch volta a rebaixar nota do Brasil e aponta recessão maior que a esperada como justificativa

Este foi o segundo rebaixamento feito pela agência em menos de seis meses. Cenário de incerteza política prejudica governabilidade, diz em nota

Agência de riso Fitch colocou a nota do Brasil em grau especulativo.
Agência de riso Fitch colocou a nota do Brasil em grau especulativo.

A agência de classificação de risco Fitch voltou a rebaixar a nota de crédito do Brasil, uma chancela de credibilidade para investidores interessados no país. A nota foi reduzida de BB+ para BB. Foi o segundo rebaixamento pela agência em menos de seis meses: em dezembro, o rating do Brasil caiu de BBB- para BB+ e o país perdeu o grau de investimento, que equivael a um selo de bom pagador.

A Fitch também manteve a perspectiva negativa para o rating, o que significa que novas revisões para baixo poderão ocorrer. Agora, a nota da agência se iguala a da Moody's e da Standard & Poor's com duas escalas abaixo do grau de investimento. Entres os motivos citados para o rebaixamento, a agência citou a contração maior que a esperada da economia, a dificuldade do Governo para estabilizar a perspectiva das contas públicas, a contínua paralisia legislativa e a elevada incerteza política.

"Esses fatores reduzem a confiança doméstica e prejudicam a governabilidade, assim como a efetividade das políticas públicas", justificou a agência em nota. A Fitch estima que a dívida bruta do Brasil poderá alcançar quase 80% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017. Em comunicado, a agência explicou, ainda, que "as mudanças repetidas nas metas fiscais minam a credibilidade fiscal".

A Fitch prevê que a economia brasileira recuará 3,8% neste ano e 0,5% em 2017, uma queda ainda maior que a previsão feita em dezembro, de -2,5% e 1,2%, respectivamente. Sobre o possível afastamento de Dilma Rousseff, a agência avalia que a transição será desafiadora.

"Uma recessão longa e profunda, acompanhada por uma taxa de desemprego crescente e a incerteza em relação à força e estabilidade da coalizão de governo estressam os desafios que um potencial governo Temer poderá confrontar", diz o texto.

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