Militante do MTST é baleada em passeata na Grande São Paulo

Edilma dos Santos, de 36 anos, participava de uma marcha de 500 pessoas em Itapecerica Para Guilherme Boulos, do MTST, o caso não se dissocia de “onda de intolerância no país”

Edilma dos Santos foi ferida em Itapecerica.
Edilma dos Santos foi ferida em Itapecerica. Arquivo MTST

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Militantes presentes na passeata relataram que o disparo foi dado pelo motorista de um corsa preto, cuja placa foi divulgada via redes sociais pelo MTST e transmitida à Polícia Militar – que abriu a investigação do caso. Em meio a grande comoção, Edilma recebeu atendimento preliminar no local por uma unidade do Samu e em seguida transferida para o Pronto Socorro Municipal de Itapecerica da Serra – onde passou por uma cirurgia e agora se encontra na UTI, porém sem correr risco de vida.

Segundo Guilherme Boulos, coordenador nacional do MTST, os moradores da Ocupação João Goulart estavam sendo ameaçados por seguranças que trabalham para o dono do terreno ocupado.

Representantes dos sem-teto, inclusive Boulos, monitoram o caso. Para o coordenador do movimento, “não sabemos ainda quem disparou, mas com o clima que há no país, sabemos que quem apertou o gatilho foi um Bolsonaro, um Malafaia, uma Rede Globo... Gente que está semeando uma onda de intolerância e linchamento contra o povo que se organiza para lutar contra seus direitos”, declarou ao EL PAÍS por telefone. No fim do dia, a Secretaria de Segurança informou que o autor do disparo foi Robson Vieira do Nascimento, de 32 anos, preso na ocasião em flagrante.

Correção

Originalmente, esta matéria informava que o autor do disparo contra a militante do MTST era Leandro da Silva Rosolen. Mas  na verdade, ele era apenas o proprietário do veículo na ocasião, e não o réu Robson Vieira do Nascimento, que acabou preso pelo episódio.