Obama sobre Guantánamo: “Devemos encerrar este capítulo de nossa história”

Presidente diz que a prisão é cara e prejudica a segurança nacional

Obama, flanqueado por Biden e Carter, comparece na Casa Branca. / AP
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um pronunciamento na manhã desta terça-feira para anunciar seu compromisso em fechar a prisão na baía cubana de Guantánamo porque mantê-la aberta “contraria” os valores norte-americanos e “prejudica a luta contra o terrorismo”. O presidente citou seu predecessor, George W. Bush, em cujo mandato a cadeia foi aberta, para relembrar que em seus últimos dias no poder manifestou o desejo de fechar o centro de detenção.

Obama declarou que chegou a hora de encerrar “um capítulo em nossa história”. O mandatário disse que o fechamento deve servir como “um reflexo das lições que aprendemos desde os ataques de 11 de setembro”. Acompanhado pelo vice-presidente, Joe Biden, e o secretário de defesa, Ashton Carter, Obama deu outras razões para fechar a prisão além de ser uma mancha nos valores dos EUA: “Não funciona e é muito cara”.

Atualmente, existem 91 presos na cadeia e o plano apresentado pelo Pentágono ao Congresso norte-americano nesta terça pretende transferir 35 desses presos a outros países, já que receberam a aprovação da Defesa para sua libertação.

Dos 56 restantes, 10 se encontram em diferentes fases do julgamento diante de comissões militares e os demais são considerados muito perigosos para serem libertados e transferidos a outro país. Nesses casos, a Administração planeja sua transferência ao território norte-americano para que fiquem em prisões de segurança máxima, ainda que o presidente não tenha citado nenhum local concreto.

O que foi uma promessa de sua campanha eleitoral em 2008 se transformou em lei assim que chegou à Casa Branca. Obama pretendia fechar Guantánamo, mas fracassou em sua tentativa, devido em grande parte a um Congresso contrário às suas políticas. Na reta final de seu mandato, Obama tenta uma última cartada, que pode não ser mais do que um simples gesto se o Congresso insistir em sua negativa em autorizar as transferências dos presos ao território norte-americano. Essa é a posição do líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, que declarou o projeto da Casa Branca encerrado antes de chegar ao seu final.

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