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Flexibilidade com o déficit?

O novo Governo deveria ter a oportunidade de negociar um novo programa de estabilidade

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Talvez seja apenas um mal-entendido, que seria conveniente esclarecer de imediato. Se Juncker e Dijsselbloem não estão na mesma sintonia em relação à flexibilidade orçamentária como forma de promover o crescimento e o emprego, deveriam discutir e resolver suas diferenças e acabar com a brincadeira de policial bom e policial mau. Em benefício do entendimento político e da clareza econômica deveria ser aceito o princípio de que um novo Governo tem direito a apresentar a Bruxelas um novo programa de compromissos que seja mais realista do que o atual. Já se sabe que o Governo espanhol ultrapassou o déficit em 2015 e que não poderá reduzi-lo a 2,8% do PIB neste ano. É melhor negociar realismo do que impor enigmas.

A clareza que cabe pedir a Bruxelas também deve ser pedida na Espanha. Não só o problema da Catalunha aperta; também pressiona a necessidade de um plano real e racional para manter a tranquilidade nos mercados. Quando um país tem um volume de dívida equivalente ao PIB não se pode dar ao luxo de atrasar a formação do Governo e a definição de seus parâmetros de estabilidade.