Relatório do Fórum Econômico Mundial

Nenhum país latino-americano está entre os 30 com maior longevidade

Costa Rica, com uma esperança de vida de 79,9 anos, é o país mais longevo da região Brasil, com uma média de 73,6 anos, ocupa 78º lugar na lista de 140 países

Uma idosa na província de Córdoba (Argentina).
Uma idosa na província de Córdoba (Argentina).RICARDO CEPPI

Os latino-americanos não vivem o suficiente para alcançar o 30º lugar entre os países com maior longevidade no mundo. O mais longevo, a Costa Rica, com uma expectativa de vida de 79,9 anos, ocupa o 31º. lugar entre 140 países e territórios que compõem a lista do Fórum Econômico Mundial.

O Brasil, com uma expectativa de vida de 73,6 anos, ocupa 78º lugar na lista do Fórum. Já a OCDE considera que a expectativa de vida no país está em 75 anos, enquanto que para o IBGE é de 74,9 anos. De qualquer forma, o Brasil acompanhou os demais países e, nas últimas décadas, aumentou a expectativa de vida de sua população devido à melhora das condições sociais, e do progresso do tratamento médico e do setor público. A expectativa de vida nos anos 70 era de pouco mais de 50 anos. Já a mortalidade infantil, que em 1990 era de 51,6 mortes por 100.000 habitantes, passou para 12,9 mortes em 2012, segundo a OCDE.

Ainda assim, o Brasil se encontra abaixo da média dos países da OCDE tanto com relação a expectativa de vida (80,2 anos) como a mortalidade infantil (4 mortes por 100.000 habitantes). A obesidade aumentou e atinge 18% da população brasileira, acima da média da OCDE (15%), o que contribui para doenças cardiovasculares e diabetes, além de aumentar os custos de tratamentos médicos. Além disso, parte da população brasileira não possui saneamento básico em casa.

Usando como referência as cifras do Fórum Econômico Mundial, que diz que o Brasil possui uma expectativa de vida de 73,6 anos, o país está atrás de vários outros países latino-americanos como —em ordem crescente de expectativa de vida— Colômbia (73,8), Nicarágua (74,5), Venezuela (74,5), Peru (74,5), Argentina (76), Uruguai (76,9), Panamá (77,4), Porto Rico (78,5) e Chile (79,6) e Costa Rica (79,7).

Atrás do Brasil estão Haiti (62,7), Guiana (66), Bolívia (66,9), Trinidad e Tobago (69,8), Suriname (70,8), Guatemala (71,6), El Salvador (72,1), Paraguai (72,2), República Dominicana (73,2), Jamaica (73,3) e Honduras (73,5).

O Chile é o segundo país com maior expectativa de vida da América Latina. A vida média dos seus cidadãos ampliou-se em dois anos desde 2000, mas ainda é quase um ano inferior à média dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), que é de 80,2 anos. O gasto público chileno em saúde cresceu muito mais rapidamente do que a média, 6% ao ano desde 2010, apesar da ligeira desaceleração em 2013.

No caso do México, que ocupa o 40º lugar no ranking do Fórum Econômico Mundial, com expectativa de vida de 77,1 anos, a cifra melhorou muito mais lentamente nos últimos 10 anos do que no resto da OCDE. De fato, os mexicanos morrem mais jovens do que os cidadãos de qualquer outro país membro desse grupo de nações de alta ou média renda. O lento progresso se deve aos maus hábitos de nutrição e às altas taxas de obesidade, que atinge 32,4% dos adultos. Também influiu a elevação nas taxas de mortalidade relacionadas ao diabetes e a enfermidades cardiovasculares. O Fórum Econômico observa ainda que outro fator relevante é o número de homicídios –11.164 assassinatos em 2014, ou 215 por semana.

Cuba, que assim como Porto Rico, Chile e Costa Rica possui uma expectativa de vida próxima de 80 anos, não foi incluída no levantamento do Fórum. Hong Kong é o lugar com a maior expectativa de vida do mundo, 83,5 anos, o que se atribui à pratica do tai-chi-chuan, uma arte marcial não combativa que ajuda os idosos a se manterem ativos e saudáveis, somada ao consumo de uma dieta equilibrada, com abundância de chá e alimentos preparados ao vapor. Serra Leoa ocupa o último posto no índice, com uma expectativa de vida de apenas 45 anos.

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