Caça na África

Caçador alemão mata o maior elefante do Zimbábue

Abate, ocorrido fora de áreas protegidas, reaviva a polêmica após a morte do leão Cecil

Cada presa do elefante pesava 55 quilos.
Cada presa do elefante pesava 55 quilos.

Um caçador alemão abateu no Zimbábue um dos maiores elefantes já vistos, reavivando a polêmica sobre a caça de grandes animais aberta meses atrás devido à morte do leão mais famoso do país, Cecil, pelas mãos de um dentista norte-americano. Segundo o jornal The Telegraph, o turista teria pago o equivalente a 230.730 reais pela autorização para abater um elefante.

"As presas do elefante eram tão grandes, com um peso de 122 libras (55 quilos), que ele precisava arrastá-las pelo chão quando caminhava”, disse Johnny Rodrigues, membro do Grupo de Trabalho de Conservação do Zimbábue. Especialistas consideram que as presas do elefante, abatido no último dia 8 em uma caçada legal, são as maiores já vistas na região.

O elefante, com idade entre 40 e 60 anos, foi abatido perto do Parque Nacional Gonarezhou por um grupo de safári comandado por um caçador alemão, segundo conservacionistas da reserva, que fica no sudeste do país, bem perto da fronteira com a África do Sul.

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O elefante morreu na reserva de caça de Malapati, o que significa que estava fora do parque nacional e, portanto, sua caça era legal, segundo Rodrigues. "Não sabemos se o elefante vivia no Parque Nacional Kruger (África do Sul) ou no Zimbábue, mas podemos assegurar que o animal estava na zona de safári quando foi abatido”, disse o conservacionista.

No caso do leão Cecil, caçado nos arredores do Parque Nacional de Hwange, no nordeste do Zimbábue, o animal “foi atraído para fora do parque para ser caçado”. “Desta vez não há nenhum indício de que tenha acontecido o mesmo com o elefante”, esclareceu Rodrigues.

A morte do leão Cecil abriu um inflamado debate sobre a caça legal praticada em diversos países africanos. O animal, de 13 anos, foi atraído para fora da área protegida com uma isca que consistia em uma presa amarrada a um veículo. Por ter saído do parque, tecnicamente seu abate não foi ilegal.

Depois da morte do famoso leão, o Governo do Zimbábue proibiu a caça de grandes animais, com exceção de algumas áreas de caça como a que fica ao sul do Parque Natural de Hwange. Nas últimas três semanas, 40 elefantes foram envenenados com cianureto nos arredores de Hwange e do lago Kariba.

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