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Villar: o dever de renunciar

O presidente da Federação Espanhola é um obstáculo para a renovação institucional da FIFA e do futebol espanhol

A renúncia de Joseph Blatter, acossado pelo escândalo de corrupção na FIFA (ele também está sendo investigado), deveria ser um incentivo para que todos os dirigentes nacionais que o apoiaram  — apesar de ter governado por 17 anos no que parece ser um poço sem fundo de fraudes e subornos — tomassem a mesma decisão que o patriarca e renunciassem a seus cargos nacionais e internacionais. Ou foram cúmplices de um sistema falho ou representam um obstáculo à renovação do futebol mundial.

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Ángel María Villar, presidente da Federação Espanhola de Futebol, está entre aqueles que têm o dever de renunciar e abrir caminho para os gestores que estejam dispostos a limpar a corrupção do futebol. Villar proclamou gratuitamente a inocência dos dirigentes da FIFA e apoiou Blatter quando a UEFA havia recomendado o contrário. Ambos os movimentos são voluntários, mas o comprometem e lhe obrigam a dar explicações que até agora tem evitado. Além disso, Villar tem provocado graves conflitos dentro do futebol espanhol, desde sua relutância em apoiar ações contra a violência no futebol até suas manobras equivocadas para boicotar o decreto sobre a venda centralizada de futebol televisionado.

Aqueles que o apoiam dentro do futebol deveriam entender que 27 anos de mandato são um convite para substituir a boa governança por interesses e favores. Embora por obrigação, Blatter abriu um caminho; siga-o, senhor Villar.

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