Morre John Nash, uma mente brilhante

O matemático, que inspirou um filme sobre sua vida, foi vítima de um acidente de trânsito Especialista na teoria dos jogos, o Nobel de Economia lutava contra a esquizofrenia

O matemático norte-americano John Nash.
O matemático norte-americano John Nash.EFE

Uma morte nada previsível para um grande matemático, especialista em teoria dos jogos e equações não lineares. John Nash, o homem que se aferrou à sua inteligência para enfrentar a terrível doença da qual sofria, a esquizofrenia, morreu na noite de sábado, aos 86 anos, em um acidente com o táxi no qual se deslocava com sua mulher, em Nova Jersey (Estados Unidos).

O táxi bateu quando tentava fazer uma ultrapassagem, segundo informações policiais citadas na imprensa local. O casal, segundo as autoridades, não usava cinto de segurança e foi lançado para fora do carro pelo impacto. A mulher de John Nash, Alicia López Harrison do Lardé, de 82 anos, também morreu no acidente.

John Forbes Nash, ganhador do Nobel de Economia de 1994, acabava de receber o importante Prêmio Abel da Academia Norueguesa de Ciências e Letras. Suas contribuições sobre equações não lineares em derivadas parciais teve enorme repercussão em diversos âmbitos científicos, da química à física quântica, da biologia de sistemas às finanças.

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Pouco antes de completar 30 anos de idade, em um de seus momentos mais criativos, Nash foi diagnosticado com esquizofrenia, doença contra a qual lutou até o dia da sua morte, inclusive promovendo, junto com sua mulher, atividades de conscientização sobre esse transtorno mental.

Sylvia Nasar, jornalista e professora da Universidade Columbia, especialista em divulgação científica, publicou um livro sobre a vida de John Nash, intitulado "Uma Mente Brilhante", que foi adaptado com grande sucesso para o cinema em 2001, tendo Russell Crowel no papel do matemático.

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