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Pezão, Sérgio Cabral e Tião Viana serão investigados pela Lava Jato

O Superior Tribunal de Justiça acatou o pedido da Procuradoria Geral da República

O governador Pezão.
O governador Pezão.

A lista de políticos investigados pela Lava Jato ganhou mais três nomes nesta quinta-feira. O Superior Tribunal de Justiça aceitou o pedido da Procuradoria-Geral da República e vai apurar o envolvimento dos governadores do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e do Acre, Tião Viana (PT), além do ex-governador fluminense Sérgio Cabral (PMDB). Os três não têm direito ao foro privilegiado, logo a investigação não ficará a cargo do Supremo Tribunal Federal, como no caso de senadores e deputados. Eles sempre negaram envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. O pedido de investigação foi acatado pelo ministro Luiz Felipe Salomão, e a apuração irá tramitar em sigilo.

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa disse em seus depoimentos à Polícia Federal e ao Ministério Público ter arrecadado 30 milhões de reais em 2010 para a campanha vitoriosa do então candidato à reeleição Sérgio Cabral (PMDB). Pezão era vice na chapa do peemedebista, e em 2014 foi eleito governador. O delator afirmou que os recursos vieram de empresas que tinham contratos ligados ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Costa também afirmou em depoimentos que Viana recebeu 300.000 reais para sua campanha ao Senado em 2010, valor que teria sido pago pelo doleiro Alberto Yousseff.

O governador do Acre ganhou as manchetes do noticiário político em 2009, quando era senador. À época, Viana emprestou o telefone celular oficial — pago pelo Congresso — para sua filha em viagem ao México por duas semanas. O resultado foi uma conta telefônica de mais de R$ 14 mil.

Agora, 52 políticos são investigados por envolvimento no escândalo de corrupção na estatal, sendo 49 no STF — incluindo os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB) — e três no STJ.

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