Banco Central corta o crédito dos bancos gregos para forçar novo resgate

Decisão leva Atenas a renegociar um novo acordo de financiamento com o órgão europeu

Madri -
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, leva pela mão o chefe de Governo grego, Alexis Tsipras, na quarta-feira em Bruxelas.
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, leva pela mão o chefe de Governo grego, Alexis Tsipras, na quarta-feira em Bruxelas.YVES HERMAN (REUTERS)

O Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE) decidiu suspender a atual isenção dos requisitos mínimos de qualificação creditícia dos instrumentos negociáveis emitidos ou garantidos pela Grécia. Dessa forma, a instituição presidida pelo italiano Mario Draghi manda uma mensagem a Atenas para que aceite as condições do resgate, que vence em 28 de fevereiro, o que lhe abriria as portas do financiamento.

Basicamente, o que o BCE está fazendo é fechar a torneira para os bancos gregos. Estes podem recorrer ao banco central da Grécia para se financiarem. Mas, a jogada do eurobanco obriga Atenas a buscar um novo acordo com Bruxelas e com o BCE para prorrogar o financiamento.

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Em nota à imprensa, o BCE explicou que, em face da situação atual, considera impossível antever uma conclusão bem-sucedida do programa grego. Em outras palavras, o BCE não vê a Grécia a caminho de cumprir as regras de resgate vigentes. “O Conselho de Governadores do BCE decidiu suspender a isenção concernente aos instrumentos emitidos ou garantidos pela Grécia. A isenção permitia que esses instrumentos fossem utilizados nas operações de política monetária apesar de não cumprirem os requisitos mínimos de rating”, diz a nota.

Basicamente, o que o Banco Central Europeu está fazendo é fechar a torneira para os gregos

“A decisão do Conselho de Governadores sustenta-se no fato de que, atualmente, não é possível presumir uma conclusão bem-sucedida da revisão do programa e está em linha com as normas vigentes do Eurosistema”, diz o comunicado emitido na última hora de quarta-feira.

“As necessidades de liquidez das contrapartes do Eurosistema afetadas podem ser satisfeitas pelo banco central nacional correspondente, de acordo com as normas do Eurosistema”, conclui.

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