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‘Birdman’ triunfa nos prêmios do Sindicato de Atores de Hollywood

O filme do mexicano Alejandro González Iñárritu confirma seu favoritismo ao Oscar

O elenco de 'Birdman', na premiação. Ampliar foto
O elenco de 'Birdman', na premiação. WireImage

O filme Birdman, dirigido por Alejandro González Iñárritu, está mais próximo do Oscar depois de sua vitória nos prêmios que anualmente são concedidos pelo Sindicato dos Atores. O filme, centrado nas vicissitudes de um ator que viveu melhores épocas, obteve o maior prêmio da noite, o de melhor elenco, recebido pelos atores do filme. “Estou orgulhoso de ser parte deste grupo”, disse emocionado Michael Keaton, protagonista do Birdman. “O que fazemos para ganhar a vida é um trabalho de equipe e cada vez que viro a cabeça, não faço outra coisa a não ser ver um grande ator”, acrescentou o intérprete em relação aos participantes da 21ª entrega destes prêmios realizada no Auditório Shrine de Los Angeles.

Trata-se da segunda vitória de Birdman em dois dias, depois de obter também o prêmio do Sindicato de Produtores como melhor filme do ano. O filme conta com nove indicações ao Oscar e, junto com o Grande Hotel Budapeste, é o que concorre a um maior número de estatuetas. Mas estas vitórias dão um apoio ao filme em sua corrida ao Oscar já que os atores são o setor mais numeroso com direito a voto entre os mais de 6.000 membros que fazem parte da Academia.

No entanto, o filme rodado pelo realizador mexicano em um falso plano sequência contínuo não conseguiu os prêmios no resto das categorias às quais aspirava. Keaton desfrutou do prêmio coletivo, mas na hora de premiar o melhor ator, o sindicato preferiu Eddie Redmayne e seu retrato de Stephen Hawking em A Teoria de Tudo. E no caso do melhor ator coadjuvante, categoria na qual Edward Norton defendia seu trabalho em Birdman, o prêmio foi parar nas mãos de J.K. Simmons por seu trabalho em Whiplash. “Gostaria de dedicar este prêmio aos 49 atores que aparecem na tela do filme”, indicou o intérprete emocionado. Redmayne e Simmons repetiram assim suas vitórias nos Globos de Ouro, e ocorreu o mesmo entre as atrizes. Os prêmios confirmaram Julianne Moore como melhor atriz por seu trabalho em Para Sempre Alice, um triunfo que ninguém duvida que se repetirá no Oscar. E como melhor atriz coadjuvante, o prêmio foi para Patricia Arquette por Boyhood: da Infância à Juventude, outro dos filmes preferidos da temporada.

O Sindicato de Atores também reconhece o trabalho no mundo da televisão, onde Downton Abbey triunfou como melhor série dramática, e Orange is the New Black fez o mesmo na categoria de comédia. Outros vencedores da noite foram Kevin Spacey, como melhor ator dramático na série House of Cards, e Viola Davis como melhor atriz dramática em How to Get Away with Murder. William H. Macy, com Shameless, e Uzo Aduba, de Orange is the New Black, foram os ganhadores na área de comédia. Frances McDormand repetiu a vitória que desfrutou há 18 anos com Fargo graças a seu trabalho na minissérie Olive Kitteridge e Mark Ruffalo levou a estatueta nesta categoria por seu trabalho no filme para TV, The Normal Heart. As vitórias de Aduba e Davis reavivaram a polêmica que domina as preliminares do Oscar pela falta de diversidade entre os candidatos pois todos os atores indicados são brancos. Davis aproveitou seu discurso para agradecer a produtora da série, Shonda Rhimes, “por pensar que uma mulher misteriosa, sexual e complicada pode ser alguém de de 49 anos, negra e escura como eu”.

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